Há aquela máxima do jornalismo que diz que se um cão morde uma pessoa, não é notícia. Já se uma pessoa morde um cão...
Bom, então vejo
lá na BBC:
Cão atira em homem durante caçada nos EUA.
Já sobre o
Paulo Coelho na sede da Fifa, deixo os comentários por conta dos meus 3,7 leitores:
"Já vi pessoas ficarem cinco horas discutindo sobre um jogo e nunca vi ninguém passar cinco horas discutindo sobre uma relação sexual. Pelo menos a emoção do futebol dura mais. Não estou dizendo que seria melhor ou pior, estou dizendo que dura mais".
Como comentei com o
copoanheiro Adauto, Febeapá pouco é bobagem...
Que o
copoanheiro Adauto me perdoe, mas essa eu tenho que copiar na íntegra:
Somente para situá-los, caros leitores, a Lei nº 11.340/2006, conhecida como “Lei Maria da Penha”, foi um marco na defesa à mulher, eis que não só criou instrumentos para ajudar a coibir a violência contra a mulher no lar como também aumentou o rigor nas penas para esses tipos de agressões.
Creio que seja desnecessário ressaltar que, ainda que apregoem o contrário aos quatro ventos, na realidade vivemos, sim, numa sociedade machista, preconceituosa e dada a descalabros inomináveis.
Pois bem.
O juiz Edilson Rumbelsperger Rodrigues, da Primeira Vara Criminal e de Menores de Sete Lagoas, simplesmente negou a vigência da Lei em sua comarca. Considerou a Lei absurda e inconstitucional, afirmando que “o mundo é masculino”. Segundo ele, que vê na Lei “um conjunto de regras diabólicas”, ressaltou o seguinte: “Ora, a desgraça humana começou no Éden: por causa da mulher, todos nós sabemos, mas também em virtude da ingenuidade, da tolice e da fragilidade emocional do homem (…) O mundo é masculino! A idéia que temos de Deus é masculina! Jesus foi homem!”.
Enfim, dentro de sua convicção, parece que sua comarca não faz parte do ordenamento jurídico vigente no resto do país, pois tem sistematicamente rejeitado pedidos de medidas contra homens que agrediram e ameaçaram suas companheiras.
As notícias que li falam muito mais, porém não tive estômago para reproduzir a quantidade de disparates desse dito “juiz”.
E pensar que um sujeito como esse está por aí, solto, decidindo sobre as vidas das pessoas…
Na capa do UOL, vem a singela noticinha
Galvão é xingado no ar e Globo corta voz da torcida: *"Galvão, vai tomar no c...", cantava a torcida, empolgada, anteontem, no Maracanã (RJ), durante transmissão do jogo Brasil x Equador, pela Globo*. Claro que me lembrei desse post do
Träsel.Teses que gostaríamos de ver
GALVÃO-BUENISMO: A influência da locução esportiva na inversão do sentimento patriótico em competições esportivas
RESUMO: No presente trabalho, investigamos a importância da locução esportiva enquanto causa de um fenômeno facilmente verificável entre os cidadãos brasileiros, qual seja, o apoio às equipes adversárias do Brasil em todos os gêneros de competição esportiva. Apropriando-nos do conceito de Schadenfreude de Ulrich Wejrheinmer, analisamos as narrações do locutor Galvão Bueno, da rede Globo de televisão, e discutimos seu conteúdo no contexto de pesquisas qualitativas entre torcedores. Concluímos que o ufanismo dos locutores leva a uma hipertrofia involuntária da bolsa escrotal, incentivando uma parcela significativa da população brasileira a apoiar os times de outros países.
Alguém se habilita a desenvolver a tese?
Segundo clichê: alô, seus ignaros, vamos lá -- direto da wikipedia:
Schadenfreude é uma palavra de origem alemã usada também em outras línguas para designar o sentimento de alegria pelo sofrimento ou infelicidade dos outros.
Eis que vou estar conferindo o
copoanheiro Adauto pra estar lembrando que o Febeapá tá continuando aí, vivinho da silva. Stanislaw Ponte Preta, pseudônimo do jornalista Sérgio Porto, viveu tendo a certeza de que nunca devemos estar subestimando a capacidade de o ser humano de estar cometendo asneiras. Pois então, taí mais uma prova, fresquinha, da lavra do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. Eu tinha visto no
Ryff, mas até estava achando que era boato. Mas o
Hermê fez o favor de estar escaneando e estar botando no ar (roubei a imagem dele, sim).
Um brinde, caro Stanislaw.