Vista como "raivosa" por representantes da esquerda, a nova direita cresce com a crise do PT e age como se chegasse a sua vez.
Esse é o *olho* da extensa reportagem da Folha de hoje sobre o crescimento/ressurgimento da direita brazuca. Conservadorismo à la bushinho, a matéria reúne nomes tão *simpáticos* como os do Diogo Mainardi, da Veja, Reinaldo Azevedo, da revista-site "Primeira Leitura", e Nelson Ascher, da Folha, além do economista Eduardo Giannetti.
Nomes que, segundo a reportagem,
*encarnam a renovação da tendência. São as versões atualizadas de intelectuais como o "decano" Olavo de Carvalho ou de polemistas como José Guilherme Merquior (1941-1991) e Paulo Francis (1930-1997)*.
O
Smart também já comentou (espinafrou?) sobre a matéria, que traz os sugestivos títulos:
>> Direita, volver!
>> Regime militar ainda é um estigma
>> Direita, volver!: "O povo brasileiro é maciçamente de direita"
>> A esquerda prepondera, diz Rosenfield
Atualização: sintonia fina: o
Pedro Doria acaba de postar sobre a esquerda estadunidense.
Desaparecida e intimidada
15.02.2006 | O escritor francês Bernard-Henri Lévy se pergunta onde foi parar a esquerda norte-americana.
No fim do dia, meus caros amigos progressistas, vocês podem cunhar suas idéias da maneira que quiserem. Mas o fato é: vocês têm uma direita. Esta direita, em grande parte graças ao batalhão neoconservador, trouxe à tona uma transformação ideológica que é tão impressionante quanto substancial.
E o fato é que nada nem levemente parecido aconteceu no outro lado, muito pelo contrário. Vendo pelo caleidoscópio da "esquerda" norte-americana se vê um deserto, um silêncio ensurdecedor, um vazio ideológico cósmico que, para um leitor de Whitman ou Thoreau, é de todo enigmático.
[Continua]