Anarquia ou esperteza? De qualquer maneira, taí uma caoisa bacana. Direto da BBC:
‘Principados imaginários’ atraem turistas na Austrália
Pintura ‘da família real’ do Principado
de Wy no seu jardim, em Sydney
A Austrália reúne atualmente cerca de 20 “principados imaginários”, com reis, rainhas, bandeiras e moedas próprias, e que se tornaram em uma inusitada atração turística no país.
Os principados foram criados por cidadãos locais que resolveram – por razões que vão desde a vaidade ao protesto contra impostos, passando pela tomada de posição contra leis australianas – formar seus próprios governos se autoproclamando duques, príncipes ou imperadores, mas sem nunca terem sido reconhecidos ou levados a sério pelo governo australiano.
Entre os principados mais famosos estão o do Grande Duque de Avram, fundado por um conhecido ativista anti-impostos, o Principado de Wy, o Império Atlantium, o Reinado de Gays e Lésbicas, criado como um protesto simbólico por um grupo de defesa de direitos de gays no Estado de Queensland, e o Estado Independente do Arroio do Arco Íris.
Antes tarde do que nunca. Já era pra ter nascido livre: a Fundação Perseu Abramo disponibilizou em seu portal uma biblioteca digital com 43 títulos de sua editora para download. A iniciativa busca incentivar o debate e a circulação de idéias, assim como aumentar a circulação das publicações. Obras de autores como Celso Furtado, Aloysio Biondi, Maria Rita Khel, Maria da Conceição da Tavares e muitos outros estão disponíveis.
Ampliar a circulação e o debate de idéias
Em 1997, nascia a Editora Fundação Perseu Abramo. Naquele momento, a internet começava a engatinhar no Brasil. A comunicação em rede ainda era um fenômeno pouco percebido e considerado de baixa intensidade. Nesse período, as tecnologias da informação e da comunicação alteraram profundamente o cenário cultural do planeta. Hoje, ao completar dez anos, a Editora Fundação Perseu Abramo demonstra que está sintonizada com as profundas mudanças em curso nessa era informacional, utilizando todo o potencial das redes digitais. Assim, parte de nosso catálogo será disponibilizado em uma Biblioteca Digital, onde os internautas poderão acessar esses livros de forma livre e gratuita.
Nunca foi tão fácil, rápido e barato compartilhar informações, bens culturais e conhecimentos. A rede mundial de computadores trouxe possibilidades não imaginadas há dez anos. Sua constante reconfiguração permitiu intensificar as práticas colaborativas e a troca de informações em velocidade crescente. Com a web, vieram a telefonia pela internet, os sites informativos produzidos por seus leitores, explodiram os blogs e as trocas de vídeos, músicas, textos e códigos. Surgiu o P2P, o protocolo de troca de arquivos distribuídos BitTorrent e outras tantas aplicações que as pessoas utilizam muitas vezes sem saber seus nomes. Mas isso é apenas o começo.
Nada indica que as redes deixarão de crescer. Não existe nenhum indício de que as redes reduzirão a sua presença no cotidiano das sociedades. O sociólogo e pesquisador Manuel Castells chegou a denominar este processo de “sociedade em rede”. Até as mídias tradicionais caminham para a digitalização e para um processo de convergência digital. Mesmo em um país como o Brasil, ainda mergulhado na exclusão digital da maioria de sua população, o número de internautas já supera o número oficial das tiragens de todos os jornais impressos. Pela primeira vez, na maior rede de lojas de varejo do país, no primeiro semestre de 2007, as vendas de computadores superaram a venda de televisores.
Interessante esse papo. O Gilberto Jr. explica melhor:
Manifesto do Grafo Social Livre
A idéia é criar um padrão para o grafo social, como há com o RSS e ATOM para distribuição de conteúdo. Esta é a proposta de David Recordon a respeito da abertura do Grafo Social:
* Você deveria ser dono da sua rede social
* Privacidade deve ser levada a sério, deixando o controle nas suas mãos.
* É bom ser capaz de encontrar aquilo que já é público sobre você na internet.
* Todo mundo tem várias redes sociais, e elas não precisam estar sempre conectadas.
* Tecnologias abertas são os melhores meios para se resolver estes problemas.
[…] Assim como o OpenID busca resolver o problema de identidade online de maneira aberta, para que nenhuma empresa tenha o controle sobre isso e também para evitar que você precise criar um novo login e senha (ou seja, uma nova identidade) para cada serviço que você entrar, a idéia é criar uma solução livre que te dê o controle sobre sua rede social.
[…] Então, o controle sobre a rede social deixará de ser o grande diferencial entre uma rede e outra, e o que vai realmente importar não será se meus amigos estão ou não neste bar, mas a qualidade do bar em si. Será possível tomar a cerveja gelada deste bar, comer os salgadinhos do outro, ouvir a música de um terceiro, tudo isso ao mesmo tempo, junto com seus amigos.
[…] Como disse Alex Iskold, do blog Read Write Web, a questão parece simples na superfície, mas há uma quantidade gigantesca de trabalho para fazer isso acontecer realmente. E este é um trabalho da comunidade de software livre que deve ter um impacto gigantesco na história da humanidade e na maneira como as pessoas se relacionarão daqui pra frente.
Termos como *bloggers*, *jornalismo-cidadão*, *jornalismo colaborativo* ganhando espaço em veículos como a BBC? Pois é. Confesso que não estou por dentro do que tá acontecendo lá em Mianmar, mas a matéria da BBC mostra a força da internet, citando como exemplo o blogger Ko-Htike e tendo como avalista a Repórteres sem Fronteira.
Dissidentes cibernéticos driblam censura de Mianmar
Os bloggers de Mianmar (antiga Birmânia) estão usando a internet para driblar a censura e contar ao mundo o que está acontecendo debaixo do manto de silêncio imposto pela junta militar.
Imagens de monges com mantos laranja liderando multidões pelas ruas de Yangun vêm sendo transmitidas para fora do país conhecido por seu regime totalitário e pelo controle repressivo da informação.
As fotos são às vezes granuladas e as imagens de vídeo tremidas – capturadas sob grande risco pessoal com telefones celulares -, mas cada uma representa uma poderosa reafirmação de dissidência política.
“É impressionante como a população de Mianmar tem sido capaz de receber coisas de dentro e de fora por meio de redes clandestinas”, diz Vincent Brussels, chefe da seção asiática da organização Repórteres sem Fronteiras, que defende a liberdade de imprensa.
“Antes, eles tinham que passar as coisas de mão em mão, mas agora estão usando a internet – sites proxy (que permitem a conexão sem identificar o usuário, burlando os controles), o Google, o Youtube e todas essas coisas”, diz.
Diferenças de 1988
O uso da internet como uma ferramenta política é uma das diferenças mais marcantes entre os atuais protestos e o levante de 1988, que foi brutalmente reprimido.
[…] O blooger Ko Htike, nascido em Mianmar mas atualmente radicado em Londres, está transformando seu blog anteriormente dedicado à literatura em uma agência de notícias, com um crescimento de dez vezes na audiência.
Ele publica fotos, vídeos e informações enviadas a ele por uma rede de contatos clandestinos com o país.
“Eu tenho cerca de dez pessoas por lá, em locais diferentes. Eles me enviam seu material de internet-cafés, por meio de páginas de acesso livre ou às vezes por e-mail”, disse ele à BBC.
Há tempos eu não via uma edição completa do Jornal Nacional (sem link, sim senhor). Ontem, vi um verdadeiro show de cabotinismo: nada mais, nada menos que as matérias de abertura e de fechamento falavam do próprio JN. Na abertura, reportagem emotiva sobre *o número de brasileiros renascidos graças à solidariedade de outros brasileiros cresceu, nessa terça-feira* [copy&paste do site].
Era sobre uma garota morta, aparentemente, por acidente, em Petrolina (PE). Segue a matéria:
Quando os médicos constataram que Jéssica teve morte cerebral, a família logo lembrou do que a própria menina tinha dito, no fim de semana. Jéssica assistiu ao Jornal Nacional, que tem mostrado as histórias de pessoas que receberam órgãos doados.
“Ela estava assistindo a uma reportagem na Globo de umas criancinhas que tinham recebido um novo coração e ela falou para a avó dela que quando ela morresse fizesse o mesmo, doasse alguma coisa dela. Então a gente ouviu isso e aceitou doar uma parte dela”, contou o pai da menina, Givanildo Miguel da Silva.
Se há méritos de o JN incentivar a doação de órgãos, de uma maneira ou outra, parabéns. Mas daí a fazer propaganda de si mesmo, sinto muito, mas acho repugnante.
Segue o jornal. Pra fechar, o William *Hommer* enche o peito e tasca:
O trabalho da rede de televisão britânica BBC sobre o Líbano foi o ganhador do prêmio Emmy International de jornalismo, entregue ontem à noite em Nova York.
O Jornal Nacional foi um dos quatro finalistas pela terceira vez nos últimos seis anos. Agora com a Caravana JN, que percorreu o Brasil de ônibus e de barco, em 2006, para mostrar os desejos dos brasileiros no ano eleitoral.
Ainda não foi desta vez que o troféu do Emmy veio para o Brasil, mas todos nós, do jornalismo da Globo, queremos dividir com você o orgulho de nos classificarmos entre os trabalhos jornalísticos mais importantes da televisão mundial.
De minha parte, não contem com minha torcida pra prêmio nenhum pro JN. Vai continuar na fila.
Já parou pra refletir sobre as mudanças que a web promoveu em sua vida? E sobre o futuro da rede? A proposta do OneWebDay, neste sábado 22/9, é celebrar a rede, mas ao mesmo tempo ampliar a conscientização de que todos somos responsáveis pela boa manutenção da web.
É aquele velho papo: por trás de cada computador, há uma pessoa. Somos nós que fazemos, que somos a rede. E que tudo que tá aqui é livre e deve ser compartilhado — sem essa de *conteúdos* fechados; a internet é livre e anárquica por natureza.
1º Encontro de Cultura Colaborativa dia 29/09, em Porto Alegre
GT-Cultura da Associação Software Livre promove encontro sobre Cultura Livre no sábado (29), em Porto Alegre. A intenção é demonstrar novos concentos para criação, modificação e distribuição de obras culturais
O Grupo de Trabalho de Cultura do 9º Fórum Internacional Software Livre convida a todos para o “1º Encontro de Cultura Colaborativa” no dia 29 de setembro, sábado, às 16h, na Casa dos Bancários, Rua General Câmara, 424, Centro de Porto Alegre.
(above: check out the size of the tennis courts in comparison to the size of the housing on the left)
Lá no
Comunix, o HdHd comenta sobre as *fronteiras da humanidade*, e o que mais se pode descobrir via Google Maps. A imagem ao lado fala por si: Favela Paraisópolis / Morumbi, São Paulo.
Mestre Sleo dá, digrátis, aula básica de jornalismo:
Mas, se a moda pega, as manchetes interpretativas vão acabar dispensando o fato. É o jornalismo do “está na cara que…”, que dispensa cuidados com as palavras e atos concretos, em troca de uma bela manchete. Dá um ibope danado. E faz perder leitor à pampa, também. Ninguém perdoa quando descobre que leu no jornal alguma coisa que não aconteceu, mas que o jornalista determinou ser a única interpretação possível para os fatos.
[…] Mas isso é complicar muito o raciocínio, e debate político no Brasil não abriga isso. Obrigaria o pessoal a abandonar o maniqueísmo, e muito raciocínio só atrapalha na hora de dar título a notícia de jornal.
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