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:: Zênon, a.k.a. FF ::

FF, lá das Oropa, rascunha crônicas deliciosas, em meio às infindáveis pesquisas que esse carinha, à la Zênon, busca qual uma pedra filosofal (já falei pra ele ler A Obra em Negro, da Marguerite Yourcenar — leia, carinha). Dessa vez, em Borgelona, ele se vê no meio de um labirinto borgeano, e instiguei o copoanheiro a escrever mais, e mais, e mais, pedindo que ele compartilhe mais esse dom. A resposta dele, Teimosia, que reproduzo a seguir, poderia parecer falsa modéstia, não viesse de quem vem:

Bica: não é dom. Talvez uma mistura de teimosia, pretensão, narcisismo e busca de algum sentido na vida. Na real uma coisa que tem me incomodado é que ainda não apareceu um aproveitamento melhor do formato internet. Apesar de eu ler cada vez mais na tela, o que evita que eu leia textos mais longos e lentos, ainda continuo bitolado em escrever em formatos tradicionais. Atualizar a narrativa ficcional deveria passar por explorar mais toda essa fragmentação e questionamento da confiabilidade na comunicação. Mas só o que eu vi por aí foi porcaria: escribas tentando emular blogs que tentam emular mídia alternativa que tenta emular o jornalismo; ou experiências boas de pessoas que depois de exercitar sua escrita em fanzines, fórums e blogs se voltam outra vez pro papel. E aí a nova mídia fica como prática de esgrima, exercício, esse pessoal eventualmente escreve livros bons pra caramba, mas o formato na real não muda.

Sei lá. Ainda tenho que descobrir umas coisas. De qualquer maneira, usar esse espaço aqui pra exercício ainda é uma obrigação que eu sinto e não cumpro.

Questionamentos legítimos, quase insanos, desse tecnomago. Não sei até onde consigo me embrenhar nessa seara maluca — mas deliciosa — que ele propõe, mas encaro como uma provocação ampliar essa discussão.

:: Senão, Vejamos ::

Sei que deveria, por dever profissional e mesmo por minha compulsão a ler tudo o que me cai nas mãos, ler a veja (com minúsculas, sem link). Mas o Mino Carta vem em meu socorro (ou consolo?) — faço minhas as palvras dele:

Por que não leio veja

Nada sei a respeito de entrevista de Saulo Ramos à veja, publicação que não leio. Aliás, cuido de não ler, em benefício da zona miasmática situada entre o fígado e a alma. Aproveito a oportunidade que você me oferece, para esclarecer minhas razões: a veja, que se apresenta como uma das maiores do mundo por causa de sua tiragem, de fato alentada, é uma da provas da indigência mental da chamada classe média nativa. Sem falar dos abastados. Estão aí os leitores de cabresto, incapazes de perceber o péssimo jornalismo praticado pela revista da Abril, de um reacionarismo ignóbil, facciosa além da conta e extraordinariamente mal escrita. Somos uma nação desimportante, a despeito das incríveis potencialidades da terra, exatamente por causa desta pretensa elite, que repete o besteirol da veja, da globo e dos jornalões. Não perco as esperanças, por que ainda confio na cultura dos desvalidos. Mais cedo, ou mais tarde, vingará. Provavelmente, mais tarde. Sinto, apenas, que então já não estarei por aqui.

[Em tempo: fiquei em dúvida se, no título deste post, deveria usar *senão* ou *se não*. O Google taí pra isso. Gracias.]

:: Hortaliças ::

*De todos os bares de todas as cidades do mundo, ela foi entrar justo no do Seu Farias.* Tal comentário, de relevância incomensurável, foi encontrado lá nas Hortaliças. Foi lá também que descobri que *filho de Ivã, Ivanhoé*. Por fim, mais uma notícia imprescindível:

:: The Dark Side of the Uke ::

Os Tatamimats, músicos de San Francisco, tocam o álbum inteiro The Dark Side of the Moon, do Pink Floyd, em ukelele. Há rumores de que irão se apresentar em breve ao lado da Pink Polka, de Toledo, grupo de polka que faz covers do Pink Floyd. Rapaz, vou te contar: “Another Brick in the Wall” é outra coisa em sanfona.

Sim, não, talvez não sejam mesmo abobrinhas.

:: Amazônia e Pedro Mulato ::


Foto: Dida Sampaio/AE

Belíssimo trabalho do Estadão, com uma revista primorosa sobre o futuro da Amazônia. Reportagens de primeira linha, pesonagens saborosíssimos e uma riqueza de informações como há tempos eu não via no nosso jornalismo tupiniquim (ok, temos a piauí e a CartaCapital, mas no *jornalismo diário* essa revista do Estadão é de se elogiar mesmo).

Ainda há tempo?

Exótica e esplendorosa, mas tratada com ambigüidade e distanciamento, a Amazônia pode ser salva, mas antes é preciso conhecê-la. A reportagem do Estadão percorreu a região para revelar as tragédias e conhecer as experiências que poderão preservar a mais rica biodiversidade do planeta

Ainda não li tudo, mas já aprendi que a maior aranha do mundo tá lá, e mede nada menos do que 30 centímetros (!) E esse retrato do Pedro MulatoLonge de tudo, perto da felicidade é simplesmente antológico.

:: Cerveja Open Source ::

Já havia comentado sobre isso há algum tempo, mas eis que agora ela chega *oficialmente* ao Brasil. Tá na Folha de hoje.

A Free Beer surgiu em 2004, numa parceria com estudantes da Universidade de Copenhague. “Buscamos transferir os princípios do software livre para algo físico, e a cerveja se tornou um bom exemplo”, conta Nielsen. “Por isso, a Free Beer tem sido comparada ao Linux [sistema operacional gratuito] e à Wikipedia”, diz o artista.

Quem quiser produzir e comercializar a Free Beer pode baixar do site www.freebeer.org a logomarca da cerveja, de forma gratuita.

Cervejemos, copoanheiros =^)

:: Que Fofo ::

Pieguice e comentários quase infantis, em um texto longe de estiloso. Por isso mesmo, não vou reproduzir aqui. Mas se alguém tiver estômago é só conferir o blog do Noblat, com trechos do livro da *jornalista* Mônica Veloso, *O Poder que Seduz*, em que conta sua versão da história de amor com Renan Calheiros — e diz que “a beleza venceu a feiúra”.

:: Batman News ::

Direto do ÔnibusAzul:

Mais uma ação viral para o novo filme do Batman ‘The Dark Knight’. Está no ar TheGothamTimes.com, jornal online de Gotham City com quatro páginas de notícias sobre crimes, atos heróicos e outros acontecimentos da cidade. A ação tem um desdobramento em TheHaHaHaTimes.com, versão do jornal alterada pelo Coringa. Os jornais dão dicas sobre outras páginas que também fazem parte da campanha, como o site do Departamento de Polícia de Gotham City, do Gotham National Bank e um site com 14 perguntas sobre a personalidade do Coringa. Dica do FirstShowing.

:: Grafitti Ancestral ::

Lascaux, La Marche, Chauvet-Pont-d’Arc, Altamira, Cosquer, Font de Gaume… Das Oropa vem a maior fama da arte rupestre. Mas o Marcos Sá Corrêa mostra, na piauí, que nossos ancestrais tupiniquins eram grafiteiros dos bons. Só na Bahia, são mais de 200 sítios arqueológicos — a maioria carecendo de catalogação. Segue só um exemplo (no site da piauí tem mais fotos):

:: Mobilefest ::

Dica lá do Radinho. Segundo a apresentação do Marcelo Godoy, o evento envolve um pessoal do Mobileactive, uma organização que reúne ongueiros de vários países que dividiram experiências sobre o uso da tecnologia móvel .São especialistas de Bangladesh, Sudão, EUA que irão discutir como podemos utilizar as redes móveis para fazer ativismo e no terceiro setor.

Veja abaixo toda a programação do Seminário Internacional Mobilefest e da Mostra Expositva Internacional.

* 21 e 23 de Novembro – Ligação Festival Mobilefest
* 24 e 25 de Novembro – Processo Colaborativo MobileActive no Mobilefest
* 5, 6 e 7 de Dezembro – II Seminário Internacional Mobilefest
* 6 de Dezembro – Prêmio Mobilefest Propaganda e Marketing
* 5 de Dezembro (2007) a 06 de Janeiro (2008) – II Mostra Expositiva Internacional

Faça sua inscrição o site do SESC

No Overmundo tem mais algumas informações.

:: Blogueiras na Playboy ::

Parece hoax, mas vejo lá no Inagaki o link pra revista Papo de Homem contando toda a história. Com o patrocínio do desodorante Axe, uma bela jogada de marketing, três blogueiras posaram para um calendário que será encartado na edição de dezembro da Playboy (não, o link não é o da Playboy… :-). Mais um *case* interessante pra mostrar até onde essa blogosfera pode chegar…

Da esquerda pra direita, Marina, do Chiqueiro Chique, Mirian, do Substantivolátil e Dani, do Ah! Tri né!, com o produtor Márcio Vincentino estragando a foto.