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:: Radar Cultura ::

Segunda-feira, 17 de dezembro, pode ser um marco pra mídia tupiniquim. É quando entra no ar a Radar Cultura:

O RadarCultura é o seu ambiente colaborativo da Fundação Padre Anchieta na internet, que estréia nesta segunda-feira, dia 17, às 20h.

Vamos começar pela Rádio Cultura AM, que será dedicada exclusivamente à cultura brasileira. Você vai participar sugerindo músicas, dicas, debates, bate-papos, mandando podcasts e muito mais.

Participe pela internet ou ouça nos 1200Khz da Rádio Cultura AM.

O seu espaço no ar
O RadarCultura é um espaço aberto e gratuito na internet para as pessoas produzirem colaborativamente o conteúdo de uma emissora de rádio.
O primeiro passo é se registrar. A partir daí, o usuário se torna co-editor do veículo, acessando a informação publicada sem filtros.

Se a idéia é mais do que bacana, fica ainda mais interessante ao saber que o camarada
André Avorio
e o Juliano Spyer estão à frente da parada [mais lá na Reuters].

Enquanto o guru FF comenta que […] é longo o processo de trazer a colaboração pra dentro da mídia tupiniquim. Longo, desgastante e frustrante. Eu desisti antes de começar. Quero registrar meu desejo de boa sorte para eles (e todxs que vão colaborar com o projeto) […], com o que concordo plenamente, e reforço meus votos de boa sorte pra todxs os envolvidxs, lá na lista Jornalistas da Web o pessoal mostra exatamente o que o FF disse.

Apesar do nome da lista, o corporativismo rola solto. Ao se falar em *conteúdo colaborativo* e *interatividade*, já vêm as primeiras pedradas. O povo teme que os profissionais da rádio e da TV sejam dispensados a partir do momento em que o ouvinte/telespectador comum passe a produzir o conteúdo do veículo — chega-se a falar em *mão-de-obra grátis*, e confunde-se TV Cultura com TV Pública (alhos com bugalhos seria pouco). Mesmo com a observação do Pedro Markun, dizendo que *é preciso não confundir interatividade com colaboração. E esses dois também diferem de crowdsourcing que também difere de mão de obra gratuita… E tudo isso não tem, imho, picas a ver com a TV Pública Que por sua vez não tem nada a ver com a TV Cultura… que dirá a rádio*, volta-se à mesma tecla inicial, com a preocupação da manutenção do status quo do *jornalista profissional* (classe em que me encaixo, mas que às vezes dá uma preguiça…).

Expressão fácil nessas discussões é a famigerada *quebra de paradigmas*. O chavão fica bonito, chama a atenção, mas ninguém, ou pouquíssimos, realmente têm em mente que, se continuarmos a ver a internet e o colaborativismo e a interatividade sob a ótica dos veículos tradicionais, nunca vamos sair desse rame-rame e, pior, continuaremos a subestimar e subutilizar o potencial da rede. Avório e Juliano, vamos mostrar como é que é?

:: Conto de Natal ::

De uma notícia, digamos, corriqueira, o Pedro Doria sugere um belo argumento pra *um conto de Natal*: o dia em que um muçulmano salvou dois casais de judeus de uma turba cristã enfurecida. Alguém se habilita a desenvolver o roteiro?

:: Alternativas ::

Tive a oportunidade de participar do Fórum Social Mundial, em 2005, com o pessoal da MetaRec, entre outros coletivos. Foi qunado tive meu (primeiro) contato mais direto, e *em massa*, com conceitos como auto-organização, auto-sustentabilidade, economias alternativas, permacultura, o escambau. Além das iniciativas que a gente sabe que pipoca aqui e ali, dando uma passada pelos meus feeds, deparo-me com alguns links. Na BBC:

Loja ‘anticapitalismo’ em Berlim completa dez anos

Há dez anos a Loja Gratuita de Berlim abriu suas portas, em nome do anticapitalismo e da ecologia, para vender tudo o que está em suas instalações.

Já na entrada, muito colorida, o freguês percebe que este é um estabelecimento especial. Uma placa avisa: “Atenção: Você está abandonando o setor capitalista.”

Na Loja Gratuita de Berlim, as pessoas entram sem dinheiro, mas podem levar uma televisão, um par de sapatos, alguns livros, uma geladeira ou duas entradas para um show, sem pagar um único centavo.

A Loja Gratuita não é um local de trocas, e mantém sua posição contrária a dinheiro e consumo. [Segue]

E, outro bem mais próximo e fácil, fácil de colocar em prática, o Precicle:

Você sabe o que é preciclar? É muito simples! É pensar antes de comprar. 40% do que nós compramos é lixo.

São embalagens que, quase sempre, não nos servem para nada, que vão direto para o lixo aumentar os nossos restos imortais no planeta. Poderia ser diferente? Tudo sempre pode ser melhor. Pense no resíduo da sua compra antes de comprar. Às vezes um produto um pouco mais caro tem uma embalagem aproveitável para outros fins.

Estes são os 3 Rs: Reduzir, Reutilizar e Reciclar. [Segue]

Pois é… repensar nosso comportamento, essa cultura consumista irrefreada, nossas pequenas atitudes do dia-a-dia tornam-se cada vez mais uma questão de sobrevivência. E, claro, de termos a certeza de que *um outro mundo é possível*.

:: Maddog & o Brasil ::

Quando a gente vê que estamos perdendo uma oportunidade de ouro (né, Adauto?), e o bonde continua andando a todo vapor, dá um aperto daqueles no peito… Segue um trecho da Folha Online:

Brasil é estrela, diz guru do software livre

Jon “Maddog” Hall é o diretor-executivo da Linux International, organização que promove o uso do Linux. Considerado um guru do software livre, Hall esteve no Brasil para inaugurar uma sala com seu nome na empresa de treinamento e consultoria 4Linux. Abre aspas:

O Brasil é uma das grandes estrelas do software livre. O governo e a indústria têm usado software livre para resolver seus problemas. Trabalham e contribuem uns para os outros.

Se você paga pelo software, isso significa que os royalties saem do país para outros, normalmente para os Estados Unidos. Isso é dinheiro que poderia dar emprego a pessoas, programadores, aqui no Brasil. Quando o dólar sai, não há muito que possa acontecer por aqui.

Quero ver o Brasil formar sua própria indústria de software, o que leva a uma melhor indústria de hardware, o que leva a melhores sistemas, o que leva a mais produção, o que leva a exportações… Esse é o ecossistema em que as pessoas têm de pensar. Não é apenas software.

BTW, toquemos o barco…

:: Cidades Ilustradas ::

Projeto interessante. Segue a apresentação:

Neste início de século, o mundo vem transformando-se em uma grande cidade. Uma imensa cidade formada, como em um quebra-cabeças, por muitas outras cidades. Dentro desse labirinto, um novo indivíduo está nascendo, resultado deste novo ciclo de globalização do capital.

Desvendar este novo sujeito social tem sido o trabalho de alguns artistas viajantes. Cidades Ilustradas decidiu convidá-los e saber o que pensam sobre nossas capitais.

Reconhecer e ilustrar, a partir de pequenos detalhes, as pulsações e a vida nas cidades é a paixão e trabalho desses artistas e será também o objetivo desta coleção.

Mas tem mais: o projeto é aberto e aceita novas colaborações — *Se você é um amante do desenho, deixe sua visão, sentidos e lembranças tomarem conta de seu corpo*. Dá pra enviar direto por aqui. E, por fim, o time de desenhistas é simplesmente de primeira linha — pincei só alguns nomes, entre dezenas: Art Spiegelman, Bill Sienkiewicz, Frank Miller, Guido Crepax, Hergé, Hugo Pratt, Lourenço Mutarelli, Matt Groening, Milo Manara, Moebius, Neil Gaiman, Robert Crumb, Will Eisner…

:: Das Índias ::

Deu na BBC. Na reportagem não fica claro se os outros 347.938 deuses do panteão hindu serão convocados como testemunhas.


Ram e Hanuman estão entre os
deuses hindus mais populares
Juiz na Índia convoca deuses para depor

Um juiz na Índia convocou dois deuses hindus, Ram e Hanuman, para ajudar a resolver uma disputa de propriedade.

O juiz Sunil Kumar Singh, no Estado de Jharkhand, no leste do país, colocou anúncios em jornais pedindo aos deuses “que compareçam ao tribunal pessoalmente”.

A convocação foi feita para a terça-feira, depois que o magistrado disse que cartas endereçadas a eles não foram respondidas. Os envelopes voltaram pois estavam com “endereço incompleto”.

:: Piada Pronta ::

Direto do SLBrasil:

Navio M/S Explorer afunda próximo a ilha de pinguins

…O navio M/S Explorer teria sofrido problemas, de madrugada, perto da ilha King George, no Oceano Atlântico, próximo às ilhas Shetland do Sul, área conhecida por abrigar algumas espécies de pinguins…