:: Litros de Luz ::
Enquanto houver Sol, não tem apagão =^)
Direto d´O Luxo do Lixo.
Enquanto houver Sol, não tem apagão =^)
Direto d´O Luxo do Lixo.
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De 15 a 21 de setembro, São Luiz vai ficar pequena (de novo!). Dêem só uma conferida em algumas pessoas que estarão por lá, com oficinas, shows, bate-papos e, claro, cerveja: Tata Fernandes, Zé Miguel Wisnik, Hélio Ziskind, Paulo Padilha, Zuza Homem de Mello, Arthur Nestrovski, Juçara Marçal e Kiko Dinucci, Barbatuques, Marco Rio Branco e Thar, Tetê Espíndola, Tânia Moradei, Virgínia Rosa, Pedro Luís e A Parede, Moraes Moreira, Estrambelhados, Zeca Baleiro, Lenine…
Achou que é pouco? Então tá. Pra completar, nada mais nada menos que Tom Zé e, fechando com chave de ouro, o mestre Antonio Nóbrega. Precisa comentar alguma coisa? Suzana Salles dá o tom:
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Some churrasco, cerveja, violão, gaita, bongô-improvisado, e dá nessas coisas =^)
Por que estes são dias de labuta. [Mas a fé é grande, e eu tenho um Sete-de-Ouros na manga.]


Segundo Riobaldo/Rosa, *as pessoas não morrem, ficam encantadas*. Daqui do Vale do Paraíba, desde o dia 23 quem ficou encantado foi o tropeiro, agricultor, serrador, carpinteiro, pedreiro e, principalmente, violeiro Zé Mira, depois de 83 anos.
Zé Mira só comprova a máxima de que São José dos Campos é a *maior estância hidromineral do planeta* — cheia de água por baixo e mineiros por cima. Nascido em Cristina, no sul de Minas Gerais, José Alves de Mira veio morar em Jambeiro na década de 40, e se transformou num símbolo da cultura caipira na região. Apaixonado por música, estava sempre acompanhado de uma viola. Em 2004, inaugurou em São José dos Campos a Casa de Cultura Zé Mira, um espaço dedicado a valorizar as tradições do tropeirismo e da cultura caipira.
Em uma antiga entrevista, ele conta:
“peguemo” a tropa pra sair e, quando foi de madrugada, vimos que “peguemo” o burro errado. “Peguemo” o burro da fazenda. Aquele burro ficou no meio dos nove burros da tropa, e os burros tudo dando nele. Aí teve que voltar distância longe pra trás
Se a cultura caipira ficou mais pobre, o Zé Mira pode ter certeza de que deixou frutos. Taí a Cantiga de Rei, composição dos camaradas Déo Lopes e Beto Quadros:
Eu nasci numa palhoça, levei vida de caipira
Minha mãe me deu uma coça cum galho de sucupira
Ando mesmo é de carroça, amarro a carça com imbira
Gosto é de morar na roça, e sou amigo do Zé MiraPoeta caipira, madeira de lei,
dançando catira, cantiga de rei
Poeta caipira, madeira de lei,
dançando catira, cantiga de reiFaço moda de viola, nunca fiz de encomenda
Se também já fui à escola, foi por causa da merenda
Ora frango com quiabo, ora angu com cambuquira
Se a enxada está longe do cabo, eu sou amigo do Zé MiraEu nasci às quatro e meia, às cinco e meia eu perguntei
Onde andava o meu amor, às seis e meia eu encontrei
Já pesquei com linha grossa, nadei junto com as traíra
Já vi onça minha nossa!, outro amigo do Zé MiraEu nasci numa palhoça, levei vida de caipira
Minha mãe me deu uma coça cum galho de sucupira
Caminhei setenta légua, com a botina sem parmia
Hoje eu faço a minha entrega, na batida da catira
Agora, ao vivo e em cores, streaming direto: Fórum Nacional de Direito Autoral. A quem interessa a manutenção de privilégios e a produção *fechada*?
Segundo clichê: Murilão avisa que o fórum segue a partir das 14h30, com o painel *Limitações e exceções da lei*.
Que dizer de uma pessoa que tem a oportunidade de viajar, morar no exterior e, na hora em que pinta a chance de ir pra Grécia, a cidadã fica na dúvida porque só encontra passagem pra… Atenas?
E ela vai, enfim, e retorna amaldiçoando a Acrópole já que lá só tem… pedras antigas.
Noutra oportunidade, a mesma dita-cuja visita a Cidade-Luz, a boa e velha Lutécia do Asterix (claro que ela nunca entenderia estas referências, mas deixemos pra lá). O causo é que ela volta dizendo que foi até aquela pirâmide (!) famosa – supõe-se que ela se refira à pirâmide de vidro do Louvre, mas não. Abre aspas:
— É aquela pirâmide, qual o nome mesmo? Ah! A pirâmide Eiffel…
Sei lá, fico com a impressão de que certas pessoas deveriam ter o passaporte cassado, sem dó nem piedade, e terminantemente proibidas de sair do próprio bairro, se tanto. Por outro lado, há quem mereça ir pros quatro cinco cantos, ainda mais compartilhando tanta informação e impressões dos mais variados lugares: Lúcia Malla.
É… este Alfarrábio segue em ritmo lento, quase parando, inversamente proporcional à labuta *oficial*. Fiquemos, portanto, com as novidades enviadas pelo camarada Xavier: o Nhambuzim agora tem blog:
http://nhambuzim.wordpress.com/. Confiram lá a agenda de shows.
>> De Bigornas e Cãimbras
>> Os Sem-CD
>> Paulo Freire
>> Pricantora
>> Ser-Tão Paulistano
>> Sertão&Música
Buenas, como estes são dias de trampo pesado, e mal sobra tempo pra fazer a faxina aqui no Alfarrábio, resignemo-nos ao copy&paste. Primeiro, compartilhemos a dica do camarada Pedro Markun:
Vale separar tempo na agenda para o lançamento do livro *Além das Redes de Colaboração: internet, diversidade cultural e tecnologias do poder*.
Entre os articulistas estão o Prof. Imre Simon, Sérgio Amadeu, Alex Primo, João Brant e Nelson Pretto. Só gente fera =)O livro é produto do ciclo de debates Além das Redes de Colaboração que é parte do projeto Cultura e Pensamento do MinC. Pude acompanhar alguns dos debates que foram transmitidos online e disso já da pra ver que vem coisa boa por aí.
Enfim, fica a dica para quem quer refletir mais profundamente sobre esses assuntos que, em geral, a gente só aborda pelas beiradas.
Dia 27/08, quarta-feira, às 19h (depois do Seminário de Direitos Autorais e Acesso à Cultura do Ministério da Cultura)
Local: Auditório da USP Leste
Rua Arlindo Béttio, 1000, Ermelino Matarazzo, São Paulo
Segundo clichê: o SAmadeu comenta mais um pouco sobre o livro.
Aproveito também pra fazer minhas as palavras do Hermê: *Informo à praça que este blog resistirá à tentação de fazer piadas fáceis envolvendo chineses invejosos, varas e atletas olímpicas*.
E, por fim, o LARyff nos traz uma informação mais do que relevante: *A fé move montanhas e outras coisas incríveis. E, para quem acredita, também faz cair o preço da gasolina nos postos*.
Assim que eu conseguir respirar, volto com a programação (a)normal.
…me chame! Mas, por favor, não me faça o convite pra ir prum posto de combustíveis. Isso porque, para a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), o bordão da campanha da Lei Seca *confunde a cabeça do consumidor*. Ou seja, a partir de agora, segundo decisão da ANP (Agência Nacional do Petróleo), o álcool combustível passa a ser denominado *etanol*. O álcool *de beber* pode continuar sendo chamado de pinga, cachaça, marvada, cajibrina ou o que você quiser, ok? E estamos combinados. Hic!
Comentário do Brôu, que me deu a dica da notinha do ÔnibusAzul:
*que todas as cabeças dessa tal *Unica* sejam moídas junto com a cana. A qualidade do nosso álcool vai piorar, mas o mundo ficará melhor.
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