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:: Livin’ la Vida Loca ::

Impossível deixar de citar, mais uma vez, o impagável mestre SLeo — confiram lá a croniqueta dele sobre as agruras de um repórter em horário de fechamento (não sabe o que é isso? ele explica) que, entre outras consequências, invariavalmente coloca seriamente em risco as relações familiares, quando não as afetivas/amorosas. Mas o causo me lembrou um perrengue por que sempre passei, em todas as redações e outros locais de trabalho. Jornalista tem a mania de arrumar um *nome de guerra* — no meu caso, *Paulo Bicarato*. Mas a Mama faz questão de telefonar e procurar sempre por um tal de *Paulo Henrique*, que obviamente ninguém conhece…

[Título e ilustração devidamente roubados do próprio SLeo]

:: Cabanacan ::

Ganhadora do prêmio Revelação Popular de 2007 pela APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), Marina De La Riva, encontra um tempinho para fazer o bem. A a convite da Galera do Bem, realiza pela primeira vez um show beneficente no Vale do Paraíba, Litoral Norte e Serra da Mantiqueira. Toda a renda será revertida ao grupo Cia da Alegria.

Data: 17 de agosto
Local: Auditório do SEST/SENAT — av Pres. Humberto de Alencar Castelo Branco, 3165 – Jacareí/SP (saída 162 da Dutra, sentido RJ)
Horário: 19h

:: Pílulas da Terça Insana ::

Como estes têm sido dias de transição e trampo, ou vice-versa, este Alfarrábio tá meio abandonado mesmo. Fiquemos, pois, só com algumas dicas de quem realmente entende do babado. Mestre SLeo, por exemplo, anda encafifado com os editorialistas:

É, não dá mesmo para escrever editoriais e colunas sobre o tema [Petrobras]. Teriam de falar bem da ação política das estatais em favor da sociedade, contra a lógica do lucro máximo para os acionistas. Imagina escrever uma besteira dessas.

Vale também acompanhar o Hermê e sua eterna luta com o Reinaldo Azevedo. E, sobre as Olimpíadas, tem mais SLeo aqui, além das pataquadas da lavra do Almirante Nélson.

:: Por Quem as Maçãs Apodrecem ::

De repente, gente descobre que existe um lugar chamado Ossétia, que ganha as manchetes em todo o mundo. Na web, é fascinante como a colaboração, a interatividade, o compartilhamento de informações e conhecimento se dão. Num post sobre a guerra na Ossétia, o PDoria recebe um comentário de um tal Marco, que não deixa link ou e-mail, e conta como um *jornalista brasileiro encontra um bosque e, no bosque, uma pequena tragédia humana*. Merece ser copiado:

Um jornalista brasileiro, meu amigo do peito, esteve na Ossétia anos atrás.

A situação estava tensa, com o Exército Russo dando proteção aos compatriotas e ossetianos amigos.

Junto com um colega europeu, acompanhando tropas russas que patrulhavam a área, ele se aventurou a pelos campos a procura de aldeias e notícias.

Loucos, esses jornalistas.

Enfim, lá pelas tantas os dois entraram em uma espécie de paraíso na terra, segundo suas palavras.

Um bosque de macieiras brilhando na paz absoluta de uma tardinha agradável.

No meio das macieiras, uma casa.
Uma casinha, modesta.

Dentro, o horror silencioso de um tipo de guerra que não sai nos jornais.

A casa estava vazia.
Seus habitantes tinham fugido dos milicianos georgianos deixando para trás suas terras, suas colheitas – e o avô.

O ancião estava deitado no quarto, olhando para o teto, em profunda solidão.

No único móvel do quarto, uma cesta de frutas.
Grande, generosa.

Como se os que partiram – e não levaram o velho, sabe Deus por que – estivessem pedindo : tratem bem dele, as frutas são prova de paz.

Pelo menos foi assim que meu amigo e o outro jornalista interpretaram tão insólito quadro.

Um pouco depois tropas russas chegaram ao local e socorreram o deixado para trás.

Não tem sangue, gente estripada, queimada por bombas, ou outras barbaridades de uma guerra
” normal”

Mas dói igual.

abs,
ma

ps- o oficial russo explicou que na maior parte das vezes a população daquela região tinha que abandonar suas casas ás pressas, com a roupa do corpo – e muitas vezes tinha que escolher em levar uma criança ou deixar um velho doente para trás.

Fugiam a pé. No máximo, uma carroça.

Se não fossem rápidos seriam fuzilados sem dó nem piedade.

Guerra.

Imagine o que está acontecendo em campos iguais aquele neste exato momento.

As maçãs vão apodrecer nas árvores.

:: I am Very Stupid ::

Você pagaria 999 doletas por um programa que não faz nada? Pois é o que um aplicativo lançado pro iPhone e iPod Touch, chamado *I am rich* faz: só exibe uma pedra vermelha na tela. Pra mim, deveria se chamar *I am very stupid*. Bando de bestas.

:: Bídeos Libres ::

Camarada DPádua, vulgo Sapolino Barbudo, manda avisar:

Primeira vinheta para TV da América Latina utilizando trilha licenciada em Creative Commons, para o jornal local Repórter Cidade, da TV BRASIL (EBC) – uma criação da equipe Multimídia EBC.

* Direção de Arte e storyboard: Daniel Pádua
* Criação e animação 3D: Renata Haerdy
* Animação flash e edição de áudio: Mario Marco Machado
* Trilha sonora: “Southside Cruising” de D.F. Shapinsky (Licenciada em Creative Commons com atribuição 3.0
* Mais: SL na veia: inkscape (arte e storyboard) + blender/3dmax (modelagem e animação) + after effects (pós-produção). e a trilha é cc-by, direto do CCmixter.org

:: Carece Voto Não Sr., ‘Brigado ::

Definitivamente, este não é um país sério. E, mais particularmente, o estado do Piauí consegue se superar [será por isso que a revista piauí escolheu esse nome?]. Por causa da resolução 22.610/2007 da Justiça Eleitoral, que regulamenta a fidelidade partidária, foi no Piauí que a professora Carmem Lúcia (PSB) assumiu uma vaga na Câmara de Vereadores de Pau D’Arco com apenas um voto. Agora foi a vez do agricultor Armando Dias Teixeira (PR) tomar posse como vereador, lá em Queimada Nova, sem ter obtido um único voto na eleição de 2004. O cabra foi beneficiado pela cassação de três vereadores eleitos e seus respectivos suplentes, por infidelidade partidária. A matéria completa tá n’O Globo.