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:: Vejam Só… ::

Se alguém ainda tinha alguma dúvida com relação ao pretenso-pseudo-jornalismo praticado cometido pela veja, é só conferir a capa dessa semana. Mais uma vez, dá nojo. Não, não vou reproduzi-la aqui — confiram lá no Azenha, com os pertinentes cometários do próprio.

:: Foquices ::

Como se não bastasse o grau de futilidade dos sites de fofocas, eis que a repórter foca –registre-se: Carolina Higa– faz uma salada com o nome do Santos Dumont, mesclando meio-que-mais-ou-menos com Drummond, e sai uma coisas dessas. [Se não corrigiram, o original tá aqui.] Aproveitando: causo curioso conta a origem da expressão *foca*.

Quem achou o brother — por que ele foi cair nesse site, não sei…

:: Vou-me Embora pra Pasárgada ::

Que tal? Um lugar que se autointitula *onde nunca acontece nada*. Segundo a wikipedia, Miravete de la Sierra é um município da Espanha na província de Teruel, comunidade autônoma de Aragão, de área 36,70 km² com população de 47 habitantes (2007) e densidade populacional de 1,12 hab/km². Já segundo o próprio site — maravilhoso, aliás –, são apenas 12 habitantes. E dá até pra fazer a ordenha virtual de cabras…

[Dica da Lelê, que afirma estar se mudando pra lá de mala e cuia.]

:: Notículas ::

Direto de São Luiz do Parahytinga, o camarada Wendell manda o registro do show do Lenine na Semana da Canção Brasileira:

E o caríssimo cumpadre-copoanheiro Ivan manda a mensagem — com todo estilo a que tem direito:

Conforme solicitação de Vossa Senhoria, a Secretaria de Planejamento de Expurgo Pós-Pleito apresenta programação da Operação Lins:
1. 10/10/08 – Casa da Sogra com show da Nação Regueira, patrocinado pela Sampa Brasil;
2. 11-12/10/08 – Restaurante Sabor da Serra, propriedade do nosso amigo Sérgio França que disponibilizará as suítes da residência no módulo pousada para chegados. Prováveis R$ 80,00/casal com café da manhã e ótimas instalações artificiais e naturais;*
3. 22-24/10/08 – Chalé Recanto da Praia, de propriedade do ator Paulo Guarnieri, Paraty.*

*programação totalmente sujeita a alterações de datas e locais, desde que as mesmas permitam comportamentos sociais duvidosos e desvio de conduta grave, imorais, ilegais e que engordam.

“punctum saliens”: 24/10/08 – 40 primaveras do secretário

:: Sobre Lula e a Hipocrisia ::

Acho que este é um dos resumos mais lúcidos, densos e concisos que já li. É do Rafael Galvão:

Ao longo dos últimos seis anos, assisti à oposição fazer de tudo para desacreditar o presidente que eles não conseguiram derrubar. Disseram que ele traiu seu projeto social — e ele criou o Bolsa Família e os programas de inclusão produtiva. Chamaram-no de bêbado — e a sobriedade com que conduziu o país impressionou a todos. Chamaram-no de despreparado — e com ele o Brasil passou a ter uma proeminência internacional que está matando Fernando Henrique Cardoso de inveja e despeito, aos pouquinhos. Chamaram-no de analfabeto — e ele criou o ProUni. Vi gente esculhambando cada área do governo de Lula: a economia, as políticas sociais, a política externa. E no entanto, nesses mesmos seis anos, o Brasil que eles nunca quiseram ver ou entender emergiu e iniciou um processo de consolidação. Queiram ou não os apóstolos do mercado que neste exato momento desaba, Lula criou um país melhor, mais sólido e, principalmente, mais justo.

Lula venceu. E a oposição jamais vai conseguir admitir que, do pedestal de sua arrogância, de sua escolaridade, perdeu para um pau-de-arara de Garanhuns, que mostrou que não era ela a mais preparada para dirigir um país do tamanho do Brasil. E por não entender isso, por discordar do projeto de país encabeçado por Lula, essa oposição se perdeu completamente, pregou o golpe às vésperas da eleição, apostou na mentira e no engodo, se recusou a admitir que o país estava melhorando.

Na verdade, ele fala tudo isso pra comentar uma afirmação que, sem dúvida, é histórica. Diz o presidente Lula, via o Globo:

Temos que parar com hipocrisia, porque a gente sabe que existe. Tem homem morando com homem, mulher morando com mulher e muitas vezes vivem bem, de forma extraordinária. Constroem uma vida junto, trabalham juntos e por isso eu sou favorável.

:: Paulo Freire e a veja (minúscula) ::

Segundo a veja (com minúscula), Paulo Freire é *autor de um método de
doutrinação esquerdista disfarçado de alfabetização*. Ãhã…
A viúva dele, Nita, mandou uma carta de repúdio. Segue aí, segundo dica do Azenha.

Na edição de 20 de agosto a revista veja publicou a reportagem *O que estão ensinando a ele?* De autoria de Monica Weinberg e Camila Pereira, ela foi baseada em pesquisa sobre qualidade do ensino no Brasil. Lá pelas tantas há o seguinte trecho:

“Muitos professores brasileiros se encantam com personagens que em classe mereceriam um tratamento mais crítico, como o guerrilheiro argentino Che Guevara, que na pesquisa aparece com 86% de citações positivas, 14% de neutras e zero, nenhum ponto negativo. Ou idolatram personagens arcanos sem contribuição efetiva à civilização ocidental, como o educador Paulo Freire, autor de um método de doutrinação esquerdista disfarçado de alfabetização. Entre os professores ouvidos na pesquisa, Freire goleia o físico teórico alemão Albert Einstein, talvez o maior gênio da história da humanidade. Paulo Freire 29 x 6 Einstein. Só isso já seria evidência suficiente de que se está diante de uma distorção gigantesca das prioridades educacionais dos senhores docentes, de uma deformação no espaço-tempo tão poderosa, que talvez ajude a explicar o fato de eles viverem no passado.”

Curiosamente, entre os especialistas consultados está o filósofo Roberto Romano, professor da Unicamp. Ele é o autor de um artigo publicado na Folha, em 1990, cujo título é Ceausescu no Ibirapuera. Sem citar o Paulo Freire, ele fala do Paulo Freire. É uma tática de agredir sem assumir. Na época Paulo, era secretário de Educação da prefeita Luiza Erundina.
Diante disso a viúva de Paulo Freire, Nita, escreveu a seguinte carta de repúdio:

“Como educadora, historiadora, ex-professora da PUC e da Cátedra Paulo Freire e viúva do maior educador brasileiro PAULO FREIRE — e um dos maiores de toda a história da humanidade –, quero registrar minha mais profunda indignação e repúdio ao tipo de jornalismo, que, a cada semana a revista VEJA oferece às pessoas ingênuas ou mal intencionadas de nosso país. Não a leio por princípio, mas ouço comentários sobre sua postura danosa através do jornalismo crítico. Não proclama sua opção em favor dos poderosos e endinheirados da direita, mas , camufladamente, age em nome do reacionarismo desta.

Esta vem sendo a constante desta revista desde longa data: enodoar pessoas as quais todos nós brasileiros deveríamos nos orgulhar. Paulo, que dedicou seus 75 anos de vida lutando por um Brasil melhor, mais bonito e mais justo, não é o único alvo deles. Nem esta é a primeira vez que o atacam. Quando da morte de meu marido, em 1997, o obituário da revista em questão não lamentou a sua morte, como fizeram todos os outros órgãos da imprensa escrita, falada e televisiva do mundo, apenas reproduziu parte de críticas anteriores a ele feitas.

A matéria publicada no n. 2074, de 20/08/08, conta, lamentavelmente com o apoio do filósofo Roberto Romano que escreve sobre ética, certamente em favor da ética do mercado, contra a ética da vida criada por Paulo. Esta não é, aliás, sua primeira investida sobre alguém que é conhecido no mundo por sua conduta ética verdadeiramente humanista.

Inadmissivelmente, a matéria é elaborada por duas mulheres, que, certamente para se sentirem e serem parceiras do “filósofo” e aceitas pelos neoliberais desvirtuam o papel do feminino na sociedade brasileira atual. Com linguagem grosseira, rasteira e irresponsável, elas se filiam à mesma linha de opção política do primeiro, falam em favor da ética do mercado, que tem como premissa miserabilizar os mais pobres e os mais fracos do mundo, embora para desgosto deles, estamos conseguindo, no Brasil, superar esse sonho macabro reacionário.

Superação realizada não só pela política federal de extinção da pobreza, mas , sobretudo pelo trabalho de meu marido – na qual esta política de distribuição da renda se baseou – que demonstrou ao mundo que todos e todas somos sujeitos da história e não apenas objeto dela. Nas 12 páginas, nas quais proliferam um civismo às avessas e a má apreensão da realidade, os participantes e as autoras da matéria dão continuidade às práticas autoritárias, fascistas, retrógradas da cata às bruxas dos anos 50 e da ótica de subversão encontrada em todo ato humanista no nefasto período da Ditadura Militar.

Para satisfazer parte da elite inescrupulosa e de uma classe média brasileira medíocre que tem a Veja como seu “Norte” e “Bíblia”, esta matéria revela quase tão somente temerem as idéias de um homem humilde, que conheceu a fome dos nordestinos, e que na sua altivez e dignidade restaurou a esperança no Brasil. Apavorada com o que Paulo plantou, com sacrifício e inteligência, a Veja quer torná-lo insignificante e os e as que a fazem vendendo a sua força de trabalho, pensam que podem a qualquer custo, eliminar do espaço escolar o que há de mais importante na educação das crianças, jovens e adultos: o pensar e a formação da cidadania de todas as pessoas de nosso país, independentemente de sua classe social, etnia, gênero, idade ou religião.

Querendo diminuí-lo e ofendê-lo, contraditoriamente a revista Veja nos dá o direito de concluir que os pais, alunos e educadores escutaram a voz de Paulo, a validando e praticando. Portanto, a sociedade brasileira está no caminho certo para a construção da autêntica democracia. Querendo diminuí-lo e ofendê-lo, contraditoriamente a revista Veja nos dá o direito de proclamar que Paulo Freire Vive!

São Paulo, 11 de setembro de 2008
Ana Maria Araújo Freire”.

:: Miscelânea ::

Sabadão, e nóis aqui na labuta, com três máquinas ligadas (não me perguntem por quê, só digo que tô em duas redes distintas), dois telefones e o celular arrepiando as orêia. Mas, ok,tudo bem, serve pra manter contato com os camaradíssimos EfeEfe e Sapolino. Do 2Efe, chega mais uma convocação pro Mutirão da Gambiarracompartilhe, libere pro mundo o que você sabe, o que você vivenciou, o que você sente. Do SapoBarbudo, vem o link pro Eleições 2008, da EBC. Bom, um já caiu fora e foi batucar com o Seu Estrelo. O outro não se desconecta nem dormindo. E eu sigo aqui, depois de acompanhar maisoumenos uma oficina de graffiti com o mestre Tainã — a escola da professorinha nunca mais será a mesma…

:: AgroTurismo & Sustentabilidade ::

Recebi e-mail do Marcelo sobre o livro de receitas, mas o mais bacana é a associação dos agricultores fomentando o turismo. Assim que eu conseguir uns dias de folga acho que vou cair pra um esquema desses.

O livro Culinária Colonial de Santa Catarina apresenta algumas das deliciosas receitas servidas nos destinos da Acolhida na Colônia -– uma associação de agricultores que se organizou em 1999 com o objetivo de receber visitantes em suas propriedades, valorizar a agricultura familiar, preservar o ambiente e primar pela qualidade dos produtos oferecidos aos consumidores.

No livro, você encontrará 20 receitas ilustradas com belas fotos. São elas: Receita de Boleira, Bijajica, Cuca de Farofa, Pão de Abóbora, Doce de Gila, Pinhão na Chapa, Paçoca de Pinhão, Polenta de Milho Verde, Galinha Caipira, Abóbora Paulistinha com Frango, Feijão Tropeiro, Recheio Alemão, Gemüse, Torta de Legumes, Toucinho do Céu, Cheese Cake de Morango, Strudel de Maçã, Abóbora Caramelada, Creme de Ovos, Pudim de Aipim.

Para fazer download do livro, acesse:
www.acolhida.com.br/culinaria/livro-de-receitas.html
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