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:: Tragédia em SC ::

É impossível ficar indiferente à tragédia lá em Santa Catarina. As cenas na internet, TV e jornais são atteradoras, pra dizer o mínimo. Hoje, liguei pros caríssimos Maneco e Cris, que estão lá em Blumenau, no olho do furacão. E eles só me disseram que a coisa tá, sim, pra lá de feia. O próprio Maneco atendeu rapidamente o telefone, porque estava indo socorrer uma amiga, cuja casa estava desabando.

Pra maioria de nós, que estamos distantes da tragédia, as cenas acabam parecendo ficção. Mas a solidariedade corre solta pela web, e há relatos impresionantes, como os do Rogério Christofolleti.

Apesar da sensação de impotência, deixo aqui minha mais sincera solidariedade a todos.

Segundo clichê: doações, de qualquer quantia, podem ser feitas nas contas da Defesa Civil de Santa Catarina:

Fundo Estadual da Defesa Civil, CNPJ 04.426.883/0001-57
– Banco do Brasil – Agência 3582-3, Conta Corrente 80.000-7
– Besc – Agência 068-0, Conta Corrente 80.000-0
– Bradesco – Agência 0348-4, Conta Corrente 160.000-1

Para doar alimentos não-perecíveis e materiais de higiene, clique aqui.
E mais informações lá no Inagaki e no Alles Brau.

:: Futilidades & Consumo Consciente ::

No Caderno 2 do Estadão, meia página; na Ilustrada da Folha, página inteira: o cúmulo da futilidade. Nada menos que anúncios da edição extra de aniversário da… revista caras (com minúscula, sim), com singelas 534 (!) páginas. Deus me livre de ver essa porcaria. Sei que o culto à personalidade e a sociedade do espetáculo são fatos, mas me dá um desânimo saber que tem gente que consome isso…

Em compensação, por intermédio da querida Joaninha, fiquei conhecendo a Tekoha. Nas palavras deles mesmos:

uma organização que comercializa produtos artesanais e conecta comunidades e consumidores numa grande Rede. Estas comunidades manifestam sua cultura e geram renda com a criação de peças artesanais.

Todos os negócios são realizados de acordo com princípios éticos: ao adquirir um produto, o consumidor sabe exatamente qual o destino dos recursos, pois as contas da Tekoha são 100% transparentes.

[…] O propósito desta rede vai muito além da criação de mais um canal de comercialização de produtos artesanais: a busca é pela criação de um novo sistema comercial. Um sistema onde os valores humanos estejam em perfeita harmonia com os valores econômicos.

Se é pra consumir, que seja consumo consciente e sustentável, né não?

:: Fraternidade ::

Oficina de grafitti em escola pública: tentativa de resgatar a auto-estima dos alunos, a maioria carente, incentivando-os a se apropriarem da própria escola. Fiz umas brincadeiras com stêncil junto com o Tainã, esse camarada aí ao lado (a foto não é da oficina). Ele, mestre-grafiteiro; eu, mero brincador-voluntário. Lá pelas tantas, um garotinho, de seus 5, no máximo 6 anos, encara firmemente nós dois e pergunta:

— Vocês são irmãos?

Eu e o Tainã nos entreolhamos rapidamente e, com um abraço, respondemos em coro:

— Lógico! Tá na cara!

O garotinho se satisfez, sem outras perguntas, e continuou rabiscando uma cartolina. Em comum, eu e o Tainã talvez tenhamos apenas os cabelos compridos, ainda que diferentes – os dreads dele e o meu rabo-de-cavalo. Isso, claro, em termos físicos – o interessante foi o olhar ingênuo (?) do garotinho em *ver* além dos aspectos físicos: estávamos ali imbuídos de um caráter lúdico, de transformação de uma escola semi-abandonada, compartilhando o que cada um podia fazer – e nos divertindo.

Fiquei com a cena na cabeça, até que dia desses, numa lista de discussão, o moderador tascou uma thread: *Oração das Listas*, curtinha:

que tenhamos a coragem de conversar o que deve ser conversado
que tenhamos a sabedoria de desencanar do que não deve ser discutido
que tenhamos o discernimento para distinguir um do outro

Respondi quase na hora, complementando: *e que louvemos a diversidade*.

Dessa minha pequena observação, o papo cresceu – chegaram a insinuar que eu estava sendo hipócrita e demagogo em defender a diversidade. Nas palavras do próprio moderador:

*você tocou num ponto importantíssimo pra mim: quanta diversidade somos capazes de aguentar? É romantismo barato achar que isso não tem limite. [A lista] foi pluralíssima até um certo ponto, e a partir de não sei quando polarizações surgiram e intolerâncias e rancores e rixas viraram regra. Falar em diversidade é facil, Bica. Mas na boa: não tem um lugar no planeta onde as pessoas não te discriminem por uma razão ou outra. Mesmo no underground mais libertário, mesmo no seio da contracultura, mesmo nos botecos da Vila Madá, há códigos cruéis de pertencimento ou alteridade. […] Minha impressão é que apenas em circunstâncias muito delicadas e breves conseguimos realmente relevar diferenças e pensar em algo maior. Quando a coisa se cristaliza e engessa, as polarizações vêm à tona. E isso é natural e humano. Um livro fundamental pra mim questiona o conceito de “fraternidade”: fraternidade é um ideal capenga porque é impossível encarar como irmão alguém diferente demais. A sugestão: amizade. Amizade não é por semelhança, é por afinidade. Voltando ao ponto: falar em diversidade é fácil. Ser demagogo também 🙂

Aceitei o smiley no final da mensagem como atenuante pro adjetivo *demagogo*. O papo continou, outrxs entraram na discussão, mas o nosso moderador (parênteses: um cara que respeito, talvez pelas próprias diferenças que nos distinguem) insistiu: citou Watchmen, em que uma (palavras dele) *catástrofe aparentemente acidental foi a saída pra que caísse a ficha de todo mundo e as coisas entrassem nos eixos*. Ele tomou o exemplo para si, pra mostrar como o seu próprio comportamento na lista se modificou. Citou Leminski (*kamikazi? eu diria kami-quase*), sugeriu, pra mim e pro meu irmão, que lêssemos Hannah Arendt, Foucault (*tem toda uma noção de você se definir pela ação, pela atuação, é uma visão de política e micro-políticas bastante interessantes*)…

Tudo isso foi porque, em uma das mensagens, me despedi com *abraços fraternos*, a o que ele respondeu que preferia *abraços amigos*, reafirmando que *acho que o conceito de fraternidade tem severas limitações e desdobramentos — irmão não se escolhe, amigo sim*. Argumento falacioso? Premissa correta pra tentar justificar uma, digamos, miopia ofuscada por um excesso de citações? Gosto do Leminski, passei os olhos pelo Watchmen, li quase nada da Hannah Arendt e um pouco mais do Foucault. Essa somatória de citações, no entanto, me deu a impressão de palavrório demais pra tentar justificar algo mais simples – talvez falta de visão minha, sei lá. Mesmo assim, pelo mesmo princípio de aceitar e louvar a diversidade, me esforcei pra entender a posição do cara. De minha parte, quero crer, sinceramente, que eu não seja *demagogo*, ou algo do tipo — não apenas *falo*, mas defendo mesmo que só somos como e o que somos, com todas as virtudes e males que isso implica (creio que mais virtudes do que males — romântico, eu?) exatamente por causa dessa diversidade. Esse caleidoscópio humano é fruto disso. E me esforço pra alimentar meu lado, digamos, *franciscano* — tenho pra mim que a fraternidade é um dos nossos mais valiosos valores — digo morais, não no sentido *religioso*. Relembremos o Riobaldo: *Vida é mutirão de todos, por todos remexida e temperada*.

Fico matutando como um cara culto como o em questão se abriga sob uma visão estritamente prática, funcional, em detrimento de outro lado, subjetivo, afetuoso. Limitar o termo *fraterno*, deixando de lado as acepções de *afetuoso, cordial*, e não obrigatoriamente de *irmão de sangue*– ainda que considerando os conceitos de micro-política a que ele se referiu, mas o que não é o caso aqui –, me parece um esforço pra ocultar algum problema talvez pessoal, que não me cabe julgar. Ele mesmo admite rapidamente que não quer se estender muito *porque tem a ver com algo de foro íntimo*, algo relacionado à maneira como ele *pensa e funciona, etc.*.

Seria, talvez, um sintoma de como a vida urbana deixou de lado, ou se esqueceu, daquela dimensão mais pura e ingênua que um garotinho (ainda) sabe enxergar? Eu prefiro ficar com a visão infantil, ainda não contaminada pelos academicismos e pelo pragmatismo estéril.

:: Simpósio ::

Em mais uma contribuição da caríssima Jôse, eis que descubro o real significado da palavra *simpósio*. O convite é de uns camaradas dela, mas a moça achou que — sei lá por quê — tem *a minha cara*. Vamos a ele:

Simpósio: A influência do Caribe sobre o teor etílico das noites de sábado

A palavra simpósio, que tem origem na Grécia antiga, é um substantivo formado pelas palavras ‘sin’ (com ou juntos) e ‘posis’ (beber – como por exemplo potável). O seu uso iniciou-se com encontros festivos para tomar vinho e conversar um pouco. No entanto, alguns conversavam mais do que bebiam. Logo todos já estavam ouvindo mais do que conversando e paravam de beber, passando assim a falar mais. Um belo dia todos ficaram tão ocupados falando que se esqueceram de beber. (Esta é uma explicação possível para a queda da civilização grega: eles pararam de beber!) Daí o uso atual de simpósio como “uma reunião para conversar sobre algo”.

Assim, voltando às nossas origens gregas faremos um Simpósio e, em respeito a nossa origem latina, sobre o Caribe. No simpósio poderemos falar e beber ou beber e falar. Quem sabe beber e beber.

Portanto, meus amigos, faremos o “Simpósio: A influência do Caribe sobre o teor etílico das noites de sábado”, neste sábado (é claro) dia 15 após as 21 horas. Teremos tequila, coquetéis diversos e muita música caribenha, participação especial do DJ Fumaça, responsável pela parte dançante do simpósio, e que fará com que todos conheçam a expressa cubana “Y Tú Qué Has Hecho?”

[…] “Viva Cuba Libre en el nombre del Padre, del Hijo y del Espíritu Santo, el amor”

Só pra constar, vamos a o que diz o mestre Houaiss:

Simpósio
■ substantivo masculino
1 na antiga Grécia, a segunda parte de um banquete ou festim, durante a qual os convidados bebiam, conversavam, ouviam música e se entregavam a outros divertimentos
2 qualquer reunião social em que se coma, beba e converse
3 reunião ou conferência para discussão de algum assunto, esp. encontro no qual diversos oradores debatem determinado tema perante um auditório

Etimologia
gr. sumpósion,ou ‘banquete, festim; p.ext., os convivas’, de sumpótés,ou ‘aquele que bebe junto, p. ext., conviva’, conexo com o v. sumpínó ‘beber conjuntamente’, donde ‘festejar, banquetear’, pelo lat. symposìon ou symposìum,ìi ‘banquete’; cp. Symposium ‘O Banquete’, título de uma obra de Platão e de outra, de Xenofonte’; no lat.imp. o voc. ocorre com a acp. ‘reunião (de colegas)’; ver 1sin- e 1pino-; f.hist. 1720 sympôsio

Portanto, nobres senhores e belas damas de seios macios, vamos ao simpósio, já, eis que hoje é sexta-feira =^)

:: Viola, Furria, Amô, Dinhêro Não ::

Recebi do copoanheiro Wendell esse poema do Elomar, cantado pelo Xangai. Trata-se (o Wendell, não o Xangai) de um cara aturado pela Flavinha, metido a lambe-lambe, mas gente boa, que curte uma boa viola e tem sempre com umas pérolas musicais pra repassar-compartilhar, como se pode conferir. Sobre o Elomar e o Xangai, são daqueles casos, infelizmente frequentes, de gente que não recebe o devido reconhecimento. Pra quem não conhece, fica a dica.

Violêro

Vô cantá no canturi primero
as coisa lá da minha mudernage
qui mi fizero errante e violêro
eu falo séro i num é vadiage
i pra você qui agora está mi ôvino
juro inté pelo Santo Minino
Vige Maria qui ôve o qui eu digo
si fô mintira mi manda um castigo
Apois pro cantadô i violero
só hai treis coisa nesse mundo vão
amô, furria, viola, nunca dinhêro
viola, furria, amô, dinhêro não
Cantadô di trovas i martelo
di gabinete, ligêra i moirão
ai cantadô já curri o mundo intêro
já inté cantei nas prtas di um castelo
dum rei qui si chamava di Juão
pode acriditá meu companhêro
dispois di tê cantado u dia intêro
o rei mi disse fica, eu disse não
Si eu tivesse di vivê obrigado
um dia inantes dêsse dia eu morro
Deus feis os homi e os bicho tudo fôrro
já vi iscrito no Livro Sagrado
qui a vida nessa terra é u’a passage
i cada um leva um fardo pesado
é um insinamento qui derna a mudernage
eu trago bem dent’ do coração guardado
Tive muita dô di num tê nada
pensano qui êsse mundo é tud’tê
mais só dispois di pená pelas istrada
beleza na pobreza é qui vim vê
vim vê na procissão u Lôvado-seja
i o malassombro das casa abandonada
côro di cego nas porta das igreja
i o êrmo da solidão das istrada
Pispiano tudo du cumêço
eu vô mostrá como faiz o pachola
qui inforca u pescoço da viola
rivira toda moda pelo avêsso
i sem arrepará si é noite ou dia
vai longe cantá o bem da furria
sem um tustão na cuia u cantadô
canta inté morrê o bem do amô.

:: Esse Tal Poder Público ::

Já tá ficando frequente — mas ainda bem. Este Alfarrábio tem a honra de contar com uma colaboradora mais-que-especial, a querida Joselani, ou simplesmente Jôse, pros mais chegados. À parte meu lado anarca, ou por isso mesmo, são mais do que pertinentes as reflexões dela. Segue aí mais um artigo dessa baianinharretada:

Esse tal poder público

Dias desses, durante comentários em sala de aula sobre ações em prol do meio ambiente, uma frase bastante comum foi dita por uma colega de classe: “a sociedade civil toma iniciativas, com a criação de ONGs, Oscips, porque o poder público não faz nada”. Resolvi, então, entrar em rota de colisão com essa opinião. Defendi cegamente o poder público? Não foi exatamente isso. Mas, em vez de focar no mérito da questão, trouxe à luz uma outra discussão.

Afinal, o que é esse tal poder público? Seria um robô de proporções descomunais, construído por uma mente maligna, que não serve para nada além de travar o bom funcionamento da sociedade, andar a passos lentos e pesados, distribuindo perversidades e destruindo qualquer boa intenção que venha da sociedade civil?

Quem é que compõe o poder público se não pessoas? E quem são elas? São pessoas que saíram da sociedade, aliás, boa parte delas foi eleita para compor o poder público pela própria sociedade civil. Passamos recentemente por um processo eleitoral, e todos, efetivos do poder público ou membros vitalícios da sociedade civil, puderam escolher prefeitos e vereadores. Esses serão os representantes máximos do Executivo e do Legislativo em âmbito municipal. Ou seja, eles estarão à frente do tal poder público em nossas cidades.

E se o poder público não funciona, ou pelo menos não funciona como deveria, a sociedade não é co-responsável por isso também? Não cabe aí um acompanhamento mais efetivo sobre o que é feito ou deixado de fazer pelo poder público? Não cabe também perguntar qual a participação e a responsabilidade da sociedade civil sobre determinados problemas enfrentados em nosso cotidiano por conta do poder público?

A verdade é que da mesma maneira que se banalizou dizer que “o homem destrói os recursos naturais”, “o homem está acabando com o planeta” sem se incluir na idéia – afinal, que homem malvado é esse que sozinho comete tanta atrocidade? – fala-se da “falência” do poder público. Seria muito mais fácil encontrar respostas para alguns questionamentos se buscássemos em nós mesmos as explicações para tantas inações e inoperâncias.

Um exemplo prosaico é ver a quantidade de lixo jogado pelas ruas – é “o homem” esquecendo as boas maneiras. Quando uma chuva forte vier, esse lixo irá para as bocas-de-lobo, entupirá as galerias de águas pluviais e enchentes poderão ocorrer. E sabe o que mais ouviremos nesse período? Que o “poder público” não faz nada. Nesta hora nem lembramos que “o homem” tem participação nisso. O homem que provoca tantos problemas nas cidades, que destrói o meio ambiente sou eu, é você que está lendo esse artigo neste momento, ou seja, somos todos nós.

Será que reclamar do poder público não virou muleta, a tábua de salvação para não nos culparmos por nada? É muito mais fácil dizer que o causador dos problemas é o outro, que, invariavelmente, é personificado no poder público.

Ao não abrir uma discussão inclusiva, na qual todos os atores possam exercer de fato seus papéis e que cada um chame para si a responsabilidade que lhe cabe, a sociedade, do chamado cidadão comum aos representantes do poder público, continuará com discursos falaciosos que pouco contribuem para a construção de um mundo mais tolerante, coerente e, sobretudo, sustentável. Sem pensarmos nestes aspectos só restará ao homem, aquele destruidor implacável que não sabemos ao certo quem é, reclamar do tão pavoroso poder público e tudo continuará como está. Ou, dentro do que se desenha como mais provável a partir de uma perspectiva ambientalista, com fortes tendências a ficar cada vez pior.

Joselani Soares é jornalista e pós-graduanda em Educação Ambiental

Mais textos da Jô, aqui e aqui.

:: Salvem a Chapada! ::

*Suspeita-se que os incêndios tenham sido provocados por ações criminosas de agricultores e garimpeiros.* A citação é de matéria no UOL, sobre a Chapada Diamantina — como se ninguém soubesse disso. Se as causas são conhecidas, só se pode deduzir que há conivência por parte de alguém. Triste, muito triste ver que todo ano é a mesma coisa. Dessa vez, o negócio tá brabo mesmo: já faz mais de um mês que o fogo toma conta da Chapada, e estima-se que 50% do parque já foi atingido. Pra quem teve a oportunidade de conhecer aquele pedaço do Paraíso, dói ainda mais. Fica aqui toda a minha solidariedade ao pessoal do GAP (Grupo Ambientalista de Palmeiras) [sobre quem já comentei aqui] e, particularmente, ao camarada Pablo Casella — verdadeiros heróis anônimos que montaram uma brigada de incêndio e lutam, com parcos recursos, pra tentar manter viva a Chapada. Segue a abertura da matéria do UOL:

Só chuva salva Chapada Diamantina-BA do fogo, diz gestor da reserva

Um efetivo extra de 70 bombeiros chegará hoje ao município baiano de Lençóis, a 409 quilômetros a oeste de Salvador, para ajudar no combate aos incêndios que já consumiram, desde julho, cerca de 50% – ou cerca de 75 mil hectares – da mata do Parque Nacional da Chapada Diamantina.