Sai a ganância, o egoísmo, o preconceito, a hipocrisia, a intolerância. Entre em cena um modelo *alternativo*, que ganha cada vez mais espaço e já mostrou ser plenamente viável. Sim, eu acredito que *um outro mundo é possível*.
Moeda social substitui dinheiro e estimula desenvolvimento local
Não existe crise na economia solidária, na qual a riqueza fica na própria comunidade
O mundo financeiro mudou. As bolsas encolheram, moedas esvaziaram-se e grandes bancos desapareceram do mapa. No Brasil, existem, porém, 33 comunidades que dão as costas para o que acontece no resto do planeta. Se consultadas, seriam capazes de dar lições de economia aos poderosos. Elas imprimem o seu próprio dinheiro, só compram com desconto e emprestam a menos de 1% ao mês. Não é pouca coisa. A chamada economia solidária já conta com 35 bancos e cinco moedas próprias em circulação. No lugar do real, entram papéis alternativos, como a palmas, o bem, a terra ou a oração, que chegam a valer mais do que a moeda oficial do país.
Dentro do sistema de economia solidária, não existe crise financeira. Nem internacional, nem local.
Murilão preparou uma apresentação sobre o Xemelê, * enquanto iniciativa de utilização prática dos conceitos, ilustrando a abordagem focada no fomento a uma “cultura de uso” das possibilidades da convergência digital e do uso interativo da rede*. Um resumo interessante.
Pelo título, poder-se-ia pensar que se trata de um convite pro boteco ou pro futebol. Também pode ser, mas dessa vez o convite é bem mais nobre: recebo do copoanheiro Duende Verde uma mensagem assinada pela ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire. Iniciativa bacana, que copio a seguir — melhor seria, claro, que não fossem necessárias campanhas desse tipo.
O site www.homenspelofimdaviolencia.com.br faz parte da campanha nacional “Homens unidos pelo fim da violência contra as Mulheres”, lançada pela SPM e parceir@s. É importante dizer que esta campanha está no marco da Campanha dos 16 Dias de Ativismo pela não Violência contra as Mulheres e faz parte da campanha mundial “Unite to End Violence Against Women”, divulgada pelo Secretário Geral da ONU, Ban Ki-Moon.
Esta iniciativa busca um diálogo específico com os homens e a idéia é que as assinaturas sejam recolhidas até o dia 6 de dezembro, que é Dia de Luta dos Homens pelo Fim da Violência Contra as Mulheres. Como a campanha é dirigida ao público masculino, é importante que SÓ HOMENS ASSINEM NESTE SITE. Nós, mulheres, podemos assinar no site do UNIFEM (SAY NO TO VIOLENCE AGAINST WOMAN). Ao aderirem à campanha, por meio de assinaturas, os homens se comprometem publicamente a contribuir pela implementação integral da Lei Maria da Penha (11.340/06) e pela efetivação de políticas públicas que visam o fim da violência contra as mulheres.
Nossa meta tem que ser ambiciosa: queremos no mínimo 500.000 assinaturas. Os resultados da campanha serão divulgados em um evento com o Presidente Lula, Governadores, artistas, políticos, líderes comunitários, desportistas etc. Neste dia, o Presidente Lula enviará “on line” as assinaturas recolhidas ao Secretário Geral da ONU, e estas passarão a compor as assinaturas da campanha internacional.
Peço a todas e todos a divulgação do site e o empenho na coleta de assinaturas. Afinal, temos direito a uma vida livre de violência!
Bolsa tiracolo na cor preta com a inscrição: MCD. Capa de chuva na cor verde; livro: Seis Propostas para o Próximo Milênio do autor: Italo Calvino, da editora Cia das Letras; um mosquetão na cor azul com lanterna e um minicanivete suíço; um óculos quebrado; um porta-óculos na cor preta; um bloco de anotações com logotipo do PT. Um porta-moedas de couro; uma nota de US$ 1,00 e outra de US$ 5,00 (dólares)
Parece o quê? Uma espécie de kit de sobrevivência? Talvez… Na verdade, essa é a descrição, sob a rubrica *Outros* (depois de celular, documentos e cartão bancário), que consta no Boletim de Ocorrência registrado na segunda Delegacia de Polícia do Distrito Federal, no dia 11 de agosto de 2005. É, arrumando umas papeladas velhas, achei o BO que registrou o meu *batismo* lá em Brasília… Espero, pelo menos, que os pivetes que me roubaram tenham feito bom proveito do livro.
Jimmy Wales, fundador da Wikipedia, estará no Brasil e participará de discussão sobre produção colaborativa de conhecimentos livres.
Segue copy&paste direto do site WikiBrasil – Mutirão de Conhecimentos Livres.
Os desafios e oportunidades para produção colaborativa de conhecimentos livres no Brasil é tema de debate no Centro Cultural São Paulo, às 19h30 do dia 10 de novembro de 2008 (segunda-feira). O evento, nomeado WikiBrasil: Mutirão de Conhecimentos Livres, celebra também o início da atuação da WikiMedia no Brasil.
Jimmy Wales, fundador da Wikipedia, participará da discussão em formato não-linear com convidados. Já estão confirmadas as presenças de Ethevaldo Siqueira, Gilberto Dimenstein, Gilson Schwartz, Karen Worcman, Ladislau Dowbor, Lala Dezeinhelin, Reinaldo Pamponet, Renato Rovai, Sérgio Amadeu, entre outros.
As inscrições ocorrerão pela internet em hotsite dedicado ao evento. A bilheteria do Centro Cultural São Paulo distribuirá, uma hora antes do início do debate, senhas gratuitas para a sala Adoniran Barbosa, com capacidade para até 600 pessoas. Os interessados de outras localidades poderão enviar perguntas e acompanhar o evento pela internet.
É o primeiro presidente negro do império — ok, todo mundo já sabe. De minha parte, quero crer que Barack Obama seja, realmente, um sinal de mudança depois dos bushs, essa coida catastrófica que vimos nos últimos anos. *Esperança* é a palavra que corre pelas listas de discussão, pelos blogs e em tudo o que é lugar. Quero compartilhar também dessa esperança, até porque é difícil fazer mais estragos do que já foram feitos, e fico contente — talvez até um pouco orgulhoso — de ser contemporâneo desse momento histórico. Faço aqui só esse registro pessoal, pra não passar em branco. Análises mais profundas e feitas com muito mais propriedade pipocam por aí, mas vale a pena conferir toda a cobertura feita pelo Idelber e pelo PDoria, dois brazucas que acompanharam *in loco* e em tempo real essa eleição. Vale também, é claro, as palavras de quem acompanha a política internacional há tempos — com a palavra, Mestre SLeo (que, aliás, tá de casa nova):
[…] Há uma mitificação do fenômeno Obama. E potencializada no resto do mundo pelo desconhecimento que há, em países como o nosso, por exemplo, do real poder do Executivo e da força que tem o Legislativo nos EUA. É preciso uma comoção popular como o 11 de setembro para que um Bush (digo, Dick Cheney) possa fazer uma lambança como a que fizeram no Iraque e no Afeganistão.
Ele é filho de africano, com padrasto indonésio, e democrata, sim. É a favor do diálogo com os “inimigos” como os presidentes do Irã, de Cuba ou da Venezuela. Tem um conjunto de assessores econômicos impressionante. E representa mais que a vitória da negritude americana, simboliza uma mudança social, uma procura de derrubar as divisórias raciais cimentadas na sociedade dos EUA.
Há ações do governo americano que podem afetar duramente interesses aqui no Brasil, e os democratas não se destacam pela doçura no tratamento desses temas. Defesa intransigente da propriedade intelectual e protecionismo comercial, são as duas coisas que me vêm à cabeça. […]
Pra completar, só espero que a piada do Tutty Vasquesnão se concretize:
:: Preto no branco ::
John McCain já fala em recontagem de votos.
Quer os votos em branco para ele.
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