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:: Faça a Legenda ::

Alguém se arrisca a fazer uma legenda pra essa singela foto? Bom, já que é sexta-feira, e de repente minha meia-dúzia de leitorxs não tem nada programado pro fim-de-semana, taí a dica: Explain this image, uma seleção de fotos absolutamente non sense (tem coisa muito pior do que essa foto aí). Repito o que sempre digo: não subestimem a capacidade de o ser humano fazer besteiras…

:: Heródoto, um Paulistano ::

Aniversário de São Paulo é regra: acumulam-se os clichês sobre a cidade que não pára e que é o motor do país e que é a metrópole de todas as etnias etc. etc. Mas, por pura coincidência, poucos dias antes do aniversário de 455 anos dei de cara com um livrinho que comprei sem pestanejar: *Meu Velho Centro – Histórias do Coração de São Paulo*. O impulso, se é que podemos dizer assim, se deu por causa do autor, o professor Heródoto Barbeiro – antes mesmo de ler a orelha ou a contracapa, já imaginei o que este ótimo contador de causos poderia aprontar em cima de um tema desses.

Confesso que me surpreendi, no bom sentido. Ler o livrinho é viajar, literalmente, por uma São Paulo praticamente inimaginável nos dias de hoje. A prosa do Heródoto – *prosa* no sentido de *proseio* mesmo – é deliciosa, informal, sem apelar pro saudosismo.

Fico sabendo que o Heródoto, antes de ser jornalista, formado em Direito e mestre em História, foi office-boy, mecânico, borracheiro e professor de inglês. É desse tempo de office-boy, principalmente, que o Heródoto resgata episódios antológicos – antológicos até mesmo por serem comuns, de um cotidiano em que um office-boy percorria repartições públicas, cartórios e sei-lá-mais-o-quê a pé. O Heródoto mostra que conhece cada palmo do Centro Velho da capital, cenários de vida intensa que hoje passam despercebidos pelo correcorre paulistano.
Resigno-me a deixar a dica aqui no Alfarrábio — escrever mais sobre o livrinho (esse diminutivo não é nem um pouco pejorativo, por favor) seria abuso de minha parte.

P.S.: numa também deliciosa crônica-reportagem do Kotscho, descubro ainda que o Heródoto, paulistano de 62 anos, também é monge budista, e responde pelo nome de Gento Ryotetsu.

:: Inculta e Bela ::

Por conta de uma mensagem de uma auto-intitulada *redatora web* em uma lista de discussão (que vou reproduzir só em parte aqui, porque dói a vista), o Marcelo sugeriu:

eu tenho uma dica para todos os ambientes de texto — editores, clientes de email, webmails, programas de criação e onde mais se puder escrever o que quer que seja: impossibilitar que dois pontos de exclamação estejam a menos de, hmmm, dez toques de distância um do outro.
Ah, e também só permitir um conjuntinho de reticências a cada mil toques…

São só duas sugestõezinhas básicas, com as quais concordo perfeitamente. Haveria muito mais a comentar sobre o *miguxês* (59.800 ocorrências no Google, com direito a tradutor online), mas fico só com o exemplo que originou as dicas do Marcelo: em uma mensagem de umas dez linhas, a pessoa em questão (detalhe: já é uma balzaquiana — *miguxos não têm idade, é um estado de espírito*, assoprou alguém) cometeu isso:

Genteeeeeeeeee
hoje!!!!
máximo!!!!
adoreiiiiiiiiiiiiiiii.
legal!!!
webbbbbbbbb!!!
Trabalhosssssssssssssss
pleaseeeeeeeee!

Seria, talvez, o caso de o teclado da moça estar com problemas, fazendo com que as teclas travem e gerem essa repetição de caracteres? Infelizmente, acho que essa é a hipótese menos provável…

Mas, pra não me acusarem (só) de chato e ranzinza, deixo aqui o link pro Manual de Redação, simples e básico. Por fim, segue também um exemplo do que a reforma ortográfica fez com o Marcelo, ou o Marcelo fez com a reforma ortográfica:

Jiboia não é linguiça!

De repente, K, W e Y caíram de paraquedas no nosso alfabeto. Ok — olha ele aí —, não foi assim, tão de repente; há muito tempo Williams, Keyrrissons e Yarleys andam entre a gente. Mas a coisa corre o risco de virar uma baiuca mesmo é com tanta mudança: dá pra ter uma ideia só de perguntar, por exemplo, quanto é dez vezes cinco. Sabe quanto dá? A partir de agora, cinquenta! (Pelos menos ninguém mexeu no Bündchen da Gisele!) Agora, o que vai ser difícil mesmo, um verdadeiro esforço sobre-humano, é saber onde colocar e de onde tirar o hífen. Até anteontem tinha, e agora ele me faz sentir um semianalfabeto. Um verdadeiro contrassenso! Vai ser difícil aguentar isso tudo, mas tenho que ficar tranquilo pra não entrar em paranoia e transformar essa passagem numa verdadeira epopeia.

:: Antropologia ::

Interação com os leitores é isso: o Tom Zé convocou o povo pra ler junto e discutir o livro Arriscar o Impossível, de Slavoj Žižek. Lá pelas tantas, o Tom conta uma historinha (se for velha, me desculpem):

Uma vez Carlinhos Veiga (o regente) me contou uma progressão mais ou menos assim:

Um alemão é uma tese,
dois alemães, um debate filosófico,
três alemães, um barril de chope.

Um italiano é uma festa,
dois italianos, uma briga,
três italianos, uma ópera.

Um francês é uma honra,
dois franceses, uma pátria,
três franceses, um casal.

Fica aqui a sugestão: como ficaria a listinha com brasileiros, ou obamaníacos, ou ucranianos, ou tailandeses…

:: Colírio ::

Acho a expressão *mulher mais desejável* um tanto questionável, pra dizer o mínimo. Foi o mote da pesquisa online: com mais de dez milhões de votos, a atriz Eva Mendes ficou em primeiro lugar. Já a brasileira Alessandra Ambrósio foi a sexta colocada. Mas, como diz sabiamente, lá do outro lado do Atlântico, o Miguel Marujo, *até que a vista nos doa*.

Segue a lista completa:
1 – Eva Mendes
2 – Megan Fox
3 – Marisa Miller
4 – Keeley Hazell
5 – Anne Hathaway
6 – Alessandra Ambrósio
7 – Scarlett Johansson
8 – Rihanna
9 – Kristen Bell
10- Kate Beckinsale

:: WebTosquêra ::


Em construção

Lembram-se desse fatídico ícone? Esse e inúmeros outros, principalmente os *piscantes* e animados, eram a marca registrada dos *construtores de home pages* — no final do século milênio passado ainda não existiam os webdesigners… Eram as *páginas pessoais* que começavam a se proliferar pela web e que ganharam uma bela, digamos, homenagem: a Nebulosa’s Home Page. Hilário, mas com um quê de nostalgia…

P.S.: A dica vem lá d’O de Sempre Nunca que, aliás, é uma iniciativa bacana da Bavaria Premium, que juntou um time de blogueiros de primeira. Dando os nomes aos bois: o camarada Marcelo Träsel, Cardoso, Daniel Pellizzari, Cecília Giannetti, Arnaldo Branco e Renato Parada.

:: My Sweet Lord ::

Em gravação antológica, Billy Preston, Eric Clapton, Ringo Starr, Paul McCartney, Dhani Harrison e outrxs amigxs do George Harrison: My Sweet Lord.
(Parênteses: sim, tenho muito boas lembranças com essa música =^)

My sweet lord
Hm, my lord
Hm, my lord

I really want to see you
Really want to be with you
Really want to see you lord
But it takes so long, my lord

My sweet lord
Hm, my lord
Hm, my lord

I really want to know you
Really want to go with you
Really want to show you lord
That it won’t take long, my lord (hallelujah)

My sweet lord (hallelujah)
Hm, my lord (hallelujah)
My sweet lord (hallelujah)

I really want to see you
Really want to see you
Really want to see you, lord
Really want to see you, lord
But it takes so long, my lord (hallelujah)

My sweet lord (hallelujah)
Hm, my lord (hallelujah)
My, my, my lord (hallelujah)

I really want to know you (hallelujah)
Really want to go with you (hallelujah)
Really want to show you lord (aaah)
That it won’t take long, my lord (hallelujah)

||| Hmm (hallelujah)
My sweet lord (hallelujah)
My, my, lord (hallelujah)

Hm, my lord (hare krishna)
My, my, my lord (hare krishna)
Oh hm, my sweet lord (krishna, krishna)
Oh-uuh-uh (hare hare)

Now, I really want to see you (hare rama)
Really want to be with you (hare rama)
Really want to see you lord (aaah)
But it takes so long, my lord (hallelujah)

Hm, my lord (hallelujah)
My, my, my lord (hare krishna)
My sweet lord (hare krishna)
My sweet lord (krishna krishna)
My lord (hare hare)
Hm, hm (Gurur Brahma)
Hm, hm (Gurur Vishnu)
Hm, hm (Gurur Devo)
Hm, hm (Maheshwara)
My sweet lord (Gurur Sakshaat)
My sweet lord (Parabrahma)
My, my, my lord (Tasmayi Shree)
My, my, my, my lord (Guruve Namah)
My sweet lord (Hare Rama)

(hare krishna)
My sweet lord (hare krishna)
My sweet lord (krishna krishna)
My lord (hare hare)

Bônus: fuçando pra fazer esse post, achei o SuperSeventies — tem muita coisa bacana lá.