…belong to us. Quando ninguém sequer tinha ouvido falar do Cluetrain, o HdHd já tinha tudo na ponta da língua. Daí que Marketing Hacker virou praticamente o codinome do camarada Hernani — pra quem se interessar, o livro continua à venda.
Agora, numa *bela* jogada, a AgênciaClick descobriu tudo o que o HdHd fala desde o milênio passado, e renomeou de *Open Source Branding*. A Click vai aproveitar a Campus Party para um *experimento de criação coletiva*: o laboratório de *Open Source Branding* — o *manifesto* tá aqui. Ok, Click, bacana. Mas vocês poderiam *ouvir os mercados* já há beeeeem mais tempo, né?
Redes sociais há aos montes, e já provaram que os brasileiros somos potenciais usuários/frequentadores. Mas tem uma que vem com uma proposta interessante: Skoob (confesso que demorei pra sacar que é *books* ao contrário). Pra começo de conversa, tem uma interface limpa e um bom mecanismo de classificação de livros por listas e tags. Cada um pode criar sua própria *estante* e compartilhar com os outros, da mesma maneira que publicar resenhas e comentários — que ficam abertos aos votos públicos. Idéia bacana — lamento apenas que a lista dos mais lidos é encabeçada por Harry Potter e Código da Vinci… 🙁
De qualquer maneira, parabéns ao idealizador, Lindenberg Moreira.
Foi a última entrevista coletiva do george bushinho enquanto presidente dos Estados Unidos. No dia 20, Barack Obama assume a presidência, em meio a uma crise econômica gigantesca e aos conflitos no Oriente Médio. Na entrevista, o bush-filho deixa entrever como e por que sua administração é considerada uma das mais trágicas, para dizer o mínimo, já realizadas na maior potência mundial.
Para começar, ele insiste em martelar teclas desgastadas como classificar Irã e Coréia do Norte como integrantes do *eixo do mal*. Sobre Israel e a Faixa de Gaza, a culpa recai única e exclusivamente sobre o grupo Hamas: um cessar-fogo *sustentável* só seria possível, segundo o pateta, se o Hamas *parar de lançar foguetes contra Israel* — nem uma palavra sobre o *uso excessivo de força* (para usar o eufemismo forjado para substituir a palavra *massacre* ou *terrorismo de estado*) por parte de Israel.
O caubói ensaia momentos de humildade, reconhecendo eventuais erros. Mas somente ensaia: sobre a Guerra do Iraque, ele se diz *decepcionado* por causa do engano sobre a existência de armas de destruição em massa; sobre a prisão de Abu Ghraib, no Iraque, onde oficiais americanos teriam torturado detentos, ele afirma ter ficado *desapontado*.
Em meio a outras pretensas frases de efeito, o mané recomenda a Obama: *a ameaça mais urgente que ele (Obama) terá que enfrentar, assim como os presidentes depois dele, é um ataque contra a nossa pátria. Eu gostaria de afirmar que isso não acontecerá, mas há ainda um inimigo lá fora que quer causar danos aos americanos. Esta será a maior ameaça*.
Admitir que tudo isso foi criação dele mesmo, nem pensar. Digo criação dele, mas na verdade é fruto de toda uma cultura moldada pelo medo e pela pretensão de onipotência dos Estados Unidos, que culmina numa paranóia coletiva sem tamanho. Enquanto se criam os próprios fantasmas e inimigos, criam-se ao mesmo tempo as pseudo-prerrogativas, pseudo-argumentos que tentam justificar todos os erros e abusos contra quaisquer povos que possam colocar em risco a sobrevivência deles, e somente deles, os norte-americanos dos Estados Unidos.
Deixar de reconhecer – ou melhor, se recusar a reconhecer *o outro*, a diversidade, é muito mais do que miopia. É se recusar a si mesmo e, quando uma doença dessa contamina toda uma sociedade, todo um país, só pode mesmo gerar monstros irracionais – não à toa, vira-e-mexe surge um doente-atirador descarregando suas armas em colegas de escola, entre outras bizarrices.
Tenho fé que, um dia, essa cultura baseada no egoísmo seja apenas páginas viradas na história. Que saia de cena a competição, a arrogância e a busca insana pelo lucro fácil, dando lugar à colaboração, à fraternidade e ao compartilhamento.
– Tarefas: alimentar tartarugas, observar baleias, mergulhar, coletar correspondências e limpar piscinas — também é necessário manter um blog, diário de fotos e vídeos sobre o trabalho
– Requisitos: saber mergulhar, nadar, ter espírito aventureiro (não são necessárias qualificações acadêmicas)
– Local de trabalho: ilha Hamilton, Queensland, Austrália (vide foto: uma das 600 ilhas da Grande Barreira Coralina — o maior recife de coral do mundo, que abriga um complexo e diverso ecossistema)
– Benefícios: casa de três quartos e sacadas com vista para o mar, além de um buggy para transporte na ilha
– Salário: US$ 150 mil (R$ 235 mil), contrato de seis meses (cerca de R$ 40 mil mensais)
Só pra colorir o ambiente, seguem duas imagens do camarada-copoanheiro Luciano Coca. No blog dele tem mais, tudo acompanhado por *textículos* do Marquinho Rio Branco, típico espécime da fauna peculiar de São Luiz do Parahytinga.
Dúvidas com as novas regras ortográficas? De repente, bateu aquela dúvida, deu aquele branco? Ok, seus problemas acabaram: num oferecimento da dupla Edney (a.k.a. Interney) e Inagaki, tá no ar o conversor de textos para a nova ortografia. (Fiz uns testes rápidos, e pelo que pude conferir o negocim tá funfando direitim — este alfarrabista confessa que não tá lá muito preocupado com essas novas regras, o que não quer dizer que não vá respeitá-las. Mas fica aí o serviço de utilidade pública.)
E mais: o BROffice saiu na frente e já oferece seu corretor ortográfico. Free, digrátis.
Luba Relic, aposentada, 84 anos, mora lá em Sydney, Austrália. A tiazinha, coitada, estava proibida de dirigir, por questões médicas, até o ano… 2999! Mas ela, persistente, desobedeceu as ordens e saiu de novo com seu carrinho, até se envolver em mais uma batida de trânsito. Resultado: a Justiça ampliou a *pena*, proibindo a dona Luba de dirigir até… o ano 3000. Justiça cruel, essa australiana.
[Sim, eu confesso: este post é inteira e descaradamente *chupado*. Mas os links são muito mais ricos, podem crer.]
Mestre SLeo, com toda a propriedade que lhe cabe e sem deixar de lado a fina ironia do Oliveira (é, o canalha da redação), explica um pouco mais sobre o que acontece lá no Oriente Médio. E ele lembra um *pequeno* detalhe motivador da tragédia: água, que por aquelas bandas vale beeeeem mais que o petróleo. Vale a pena conferir na íntegra. Reproduzo só um trecho do editorial do Valor, citado pelo SLeo:
Israel não resolverá nenhum de seus problemas pela via militar, como a história está cansada de mostrar. A estratégia do terror e do uso indiscriminado da força, que se tornou o modus operandi de Israel, aumenta a destruição, o número de mortes e, também, a indignação dos sobreviventes. Israel parece ter apenas estratégias de ataque, e nenhuma de defesa, enquanto que sua diplomacia produz ultimatos em série. O Hamas será punido, mas não destruído, atentados e bombas continuarão infernizando a vida dos israelenses enquanto não houver um acordo de paz entre todos os envolvidos. O trágico destino da região é que todas as partes sabem disso há muito tempo e caminhem cegamente para o confronto. A saída é um cessar-fogo imediato, com uma força internacional de paz nas regiões de fronteira para garantir a trégua e a supervisão de observadores internacionais. Longe de ser uma solução duradoura, ela pode pelo menos interromper o banho de sangue em Gaza.
E, se não bastasse tudo isso, já que todas as atenções estão voltadas pra Gaza, infelizmente tem outros conflitos, tão ou mais sangrentos, ofuscados: vide o caso de Darfur, no Sudão — desde janeiro de 2003, cerca de 300 mil pessoas morreram e cerca de 2,5 milhões foram obrigadas a deixar suas casas.
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