Dona Maria Ribeiro da Silva Tavares se encantou, aos 102 anos. Eis aí uma pessoa que dignifica a espécie e considero como a expressão perfeita de como Guimarães Rosa se referia ao *passamento*:
*as pessoas não morrem, ficam encantadas*
Ou, parafraseando o Manuel Bandeira:
*imagino Maria entrando no céu:
– Licença, meu branco!
E São Pedro bonachão:
– Entra, Maria. Você não precisa pedir licença*
Mandei a notícia pro seo Toninho (ou: meu pai), que resumiu:
Exemplos de santas e santos como Maria Ribeiro,
graças a Deus, existem e não são poucas(os).
Pena que nossa mídia, QUASE TODA vendida ao crime,
só tem olhos para rebeliões e fugas de presídios.
Enriqueça seu blogue, Paulo, exibindo casos como esse.
Como sou um cara obediente, registro aqui minha pequena homenagem a essa *Santa*. ‘Brigado, dona Maria! 🙂
*Se a mídia se dedicasse a mais coisas boas ao invés de tanta desgraça, talvez a sociedade estivesse contaminada não de medo e vingança, mas de afeto.* (A frase é da Nathalia, que não conheço, e me chegou via Feicebúqui.)
Leia mais:
>> Idosa que era cuidada por presos morre aos 102 anos em Porto Alegre
Maria Ribeiro da Silva Tavares fundou, em 1942, o Patronato Lima Drummond, que abriga presidiários do regime semiaberto
>> Presos tomam conta de mulher de 102 anos


Dona Maria com o cuidador Roberto Sotello,
em férias na lagoa dos Patos (RS)


Maria Tavares rodeada por seus anjos em 2013,
no patronato Lima Drumond, em Porto Alegre




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