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Sou só um pretenso literato: sei que li mais do que a média (o que não é mérito nenhum), mas muito menos do que deveria ou queria ou poderia. No meio dessas infinitas descobertas que são os livros, de uns tempos pra cá venho me embrenhando noutras linguagens: os quadrinhos. Muito por culpa dos meus irmãos, o Marcelo e o Cacá, que abriram a Monkix. De zines a autores independentes, passando por adaptações de clássicos da literatura e outras surpresas, tem de tudo um pouco lá: um pequeno universo do que há de mais expressivo na área. Sem contar que, vira-e-mexe, tem algum lançamento ou tarde de autógrafos ou um auê qualquer com direito a cerveja e rock’n roll.

Da leva mais recente, destaco dois livros — diametralmente distintos no tema e na linguagem, mas com algo em comum: sensibilidade. O primeiro, uma ficção marcada pelos traços mais suaves do Guilherme Petreca, mescla piratas, bruxas, malandros e monstros na jornada muda do menino Ye, numa narrativa fantástica pincelada de aventura e magia.

Já o segundo, Ghetto Brother, vem com traços mais ‘brutos’, como aliás convém ao roteiro: o cenário de guerra das gangues do Bronx na década de 1970, e a busca pela paz liderada por Benjy Melendez, num histórico acordo com os líderes das gangues que inspirou filmes como Warriors – Os Selvagens da Noite e é considerado o considerado o marco inicial da cultura hip hop. Tudo fruto das pesquisas do fotógrafo alemão Julian Voloj, traduzido nas ilustrações da também alemã Claudia Ahlering.

Sei que esse é só um registro das minhas parcas impressões, e tá longe de ser uma resenha mais profunda (nem tive essa pretensão): fica como dica pra quem se interessar. Dicas, aliás, que vieram do Marcelo, que saca tudo e mais um pouco de quadrinhos: pode charmar ele aí no feicebúqui que ele responde. Mas — garanto! — vale a pena ir pessoalmente lá na Monkix pra bater um papo com ele.

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