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E esse sempre-agora
tortura, dilacera,
e me mostra vivo.
Um ceticismo esperançoso,
um otimismo surreal,
um realismo doentio
um turbilhão insano
de ser e fazer
momentos
instantes
inconstantes
ávidos do que
só as brumas
de um luar,
sereno,
tranquiliza
e faz sangrar
vida e
sentimento.
Que, por fim,
será.
_”Ano passado
eu morri,
mas esse ano
eu não morro.”_
Vivo, e sobrevivo,
de saudades
e esperanças.
Se o peito dói,
se as mãos agem,
se o Sol queima
e se a lágrima escorre,
a vida pulsa.
Um pulsar eterno
como ondas na areia,
nunca iguais,
sempre vivas.